Saúde

Saúde de A a Z. Conheça as doenças mais comuns e como a alimentação saudável pode ajudar a evitá-las, assim como podem auxiliar no tratamento.

Endometriose: o que é, quais os sintomas, diagnósticos e tratamentos

A alimentação está associada à prevenção, tratamento e melhora dos sintomas das doenças. Por isso, ela pode ajudar na diminuição dos sintomas que mudam a rotina das mulheres que possuem e alteram o bem estar. Hoje, iremos falar sobre como certos alimentos influenciam no tratamento da endometriose. Você sabe o que é isso?

A endometriose acontece quando a mucosa que reveste a parede interna do útero, o endométrio, se desenvolve, de forma irregular, em outras partes do corpo, como na parte externa do útero, na pelve, no peritônio, ovários, reto, intestino e bexiga. E porque estou escrevendo logo sobre a endometriose? Porque apesar do nome soar estranho para você, a endometriose, infelizmente, é um problema mais comum do que vocês imaginam.

Estima-se que 15% das mulheres entre 15 e 45 anos de idade possuem essa doença. Esse percentual sobe para até 70% quando a mulher apresenta história de infertilidade ou dor pélvica. Os locais mais atingidos pela endometriose são: ovários, fundo de saco de Douglas (atrás do útero), ligamentos que sustentam o útero, trompas, septo reto-vaginal (tecido entre a vagina e o reto), intestino, bexiga, e parede da pelve.

Como identificar os sintomas da endometriose

Ela pode causar desconforto e dor pélvica durante o ciclo de menstruação, porém não em todas as mulheres. A dor durante o ciclo menstrual pode ser mais forte e mais intensa com o passar do tempo, em alguns casos, a dor incapacitante. Além disso, a paciente pode sofre com cólicas antes da menstruação chegar e após, muitas vezes acompanhadas de dores na parte baixa do abdômen.

O desconforto e ardência na hora de urinar também estarão presentes, bem como as dores durante a penetração ao longo da relação sexual com o parceiro, ou dor para evacuar. Essas dores ao urinar e evacuar são agravadas durante o período menstrual, podendo ocasionar diarreia, fadiga. Um dos sintomas que mais se diagnostica a endometriose é infertilidade, que é definida pela ausência de gravidez após um ano de atividade sexual sem o uso de métodos contraceptivos.

Diagnósticos e tratamentos da endometriose

A endometriose pode ser identificada a partir de alguns exames específicos que auxiliam no diagnóstico da doença, porém só se pode ter certeza da presença de células endometriais em locais não fisiológicos, através do estudo histopatológico, ou seja, com biópsia do tecido.

A ressonância magnética, ou até mesmo o exame pélvico por meio do toque, são geralmente os mais utilizados para diagnóstico. Normalmente, são utilizados dois tipos de tratamento para combater as dores da endometriose: o tratamento cirúrgico, o tratamento medicamentoso, ou, até mesmo, os dois.

Como os alimentos podem ajudar?

1- Uma dieta balanceada (rica em vitamina e minerais antioxidantes, tais como: Vitamina E, C, zinco e selênio) pode apoiar o tratamento da endometriose. Eles contribuem para a melhora do processo inflamatório e, consequentemente, para reduzir os sintomas como dor e infertilidade. Neste grupo estão alimentos como kiwi, acerola, limão, maracujá e frutos oleaginosos (castanhas, nozes, amêndoas).

2- O bom funcionamento intestinal também é importante para manutenção da saúde já que podem ajudar a diminuir a infamação abdominal, além de auxiliar na eliminação de toxinas alimentares e ambientais que têm impacto sobre os tecidos endometrióticos do colesterol (que gera impacto estrogênico circulante). Os cereais integrais, frutas e vegetais são importantes fontes de fibras que desempenham esse papel, melhorando sintomas como dor e constipação intestinal.

3- Na redução do processo inflamatório, um outro aliado é o uso do Ômega 3. Esse tipo de gordura está presente em peixes como atum, sardinha e em cereais como a linhaça e chia. Já o Ômega 6 e a gordura saturada, encontrados na carne vermelha e em produtos industrializados, podem aumentar o processo inflamatório, com a piora dos sintomas. Além disso, a carne vermelha está associada maior concentração de estradiol no sangue que poderia estar associado ao desenvolvimento da doença.

4- Fitoquímicos presentes em alimentos como a couve-flor de Bruxelas, chá-verde, brássicas (agrião, brócolis, couve-couve-flor, manteiga, mostarda, nabo), cúrcuma, ervas naturais, raízes, ajudam nos processos de remoção e/ou neutralização de toxinas no corpo, favorecendo o controle da doença.

5- Poluentes ambientais como o bisfenol A (utilizado na produção de produtos de plástico), dioxina, metais tóxicos (chumbo, mercúrio e cádmio), pesticidas, agrotóxicos poderiam aturar na alteração do sistema imunológico (desrruptores endócrinos) permitindo que implantes de endometriose se desenvolvam. Sendo assim, prefira os alimentos da safra, de distribuição regional, orgânicos e evite a utilização de plásticos com bisfenol A.

6- A alimentação das mulheres com endometriose deve priorizar a ingestão de frutas, legumes, hortaliças, cereais integrais, peixes, carnes magras, orgânicos e de distribuição regional.

7- Manter o corpo em atividade e evitar o consumo de alimentos ricos em farinha refinada e açúcar que pioram o processo inflamatório e afetam a saúde intestinal. Mantenha, portanto, equilibrado a mente e o corpo.

8- O acompanhamento nutricional é importante para proporcionar este equilíbrio envolvendo todos os fatores alimentares como a individualidade de cada mulher com endometriose e para avaliar a necessidade de suplementos para ajudar como coadjuvante no tratamento da endometriose.

Confira também essa matéria sobre dicas de nutrição para a prática de atividades físicas!

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O que é bom para diarréia? Saiba o que fazer para tratar

Eu sei, nós sabemos! Você dificilmente vai se sentir à vontade para perguntar para as pessoas o que deve comer para combater a diarréia que está provocando aquele pânico, insegurança e mal estar no seu dia.

Não importa se foi ocasionada por alguma infecção ou intoxicação alimentar; o fato é que a maioria das pessoas morrem de vergonha de falar da diarréia, principalmente quando estão sofrendo dessa patologia. Por isso fizemos este artigo. Para que você saiba o que consumir e o que evitar nessas horas!

Mas, em primeiro lugar, atenção: falar de diarréia não é nenhuma nojeira, ok? Ela é um importante sinal de que o seu corpo e organismo não está bem e precisa mudar ou precisa ser investigado alguma doença. E é aí que a sua alimentação vai fazer toda a diferença.

Causas da diarréia

Se você costuma ter diarréia – vez ou outra – pode ser porque comeu uma besteira, ou comeu muita gordura, ou consumiu muita bebida alcoólica ou consumiu algum alimento estragado ou com algum tipo de bactéria do mal.

Mas devemos lembrar que existem pessoas que podem desenvolver a diarréia por apresentar alguma intolerância alimentar como a lactose ou proteína do leite ou algum alimento específico ou até mesmo casos mais graves como uma doença intestinal, Doença de Chron ou Retocolite Ulcerativa ou até Síndrome do Intestino Irritável. Em todos os casos, a causa da diarréia deve ser diagnóstica e avaliada por um médico caso seja persistente.

O que provoca geralmente a diarréia?

Durante o processo, como o corpo está buscando expulsar as toxinas ou o que não estão fazendo bem ao seu organismo, ele aumenta o número de evacuações. Em casos de intolerância alimentar, o corpo não digere bem aquele alimento e leva má digestão e irritação intestinal.

Nas doenças intestinais, além disso ocorre um processo inflamatório local que irrita o intestino e acarreta também a diarréia. Todos os casos, perdemos muitos sais minerais e nosso corpo começa a sofrer efeitos da desidratação. Por isso precisamos agir rapidamente, para que a fraqueza não vença.

Alimentos que ajudam no tratamento

Existem muitos remédios para combater a diarreia, mas, sem dúvida, nenhum será tão eficaz quanto os benefícios provocados pela ingestão dos alimentos adequados para cada tipo de situação. Este caso, os remédios não cumprirão um bom desempenho em repor a hidratação no seu corpo e te manter longe de qualquer substância que ocasione algum tipo de efeito colateral no organismo. Por isso, vamos buscar nos alimentos os nutrientes necessários para restabelecer o bom funcionamento da nossa flora intestinal.

 

O que evitar na diarréia?

Vamos evitar aqui alimentos com alto teor de gordura e condimentados, principalmente os prontos. Evite café, refrigerantes, vegetais folhosos como espinafre, acelga, alface, como também brócolis, couve flor, abobrinha e frutas como melancia, laranja, uva, abacaxi, mamão, ameixa, coco, abacate, evite carnes gordurosas nem pensar em produtos industrializados!

O que pode comer na diarréia?

Devemos consumir legumes e frutas com baixo teor de fibras, e lembre-se da hidratação do corpo com água, água de coco e chás não escuros.

Bananas

O alimento mais utilizado para combater esse problema e regular a flora intestinal é a banana. Pela rica concentração de potássio, amido e magnésio, ela ajuda também a absorver a água no intestino deixando as vezes mais sólidas.

Arroz branco

Acabamos de falar do amido, aqui em cima, correto? Por isso, o arroz branco deve ser visto como uma boa opção, porque é basicamente composto de amido, ajudando a solidificar as fezes. Além de conter menor teor de fibras.

Cenoura

Aumenta a imunidade e ajuda a combater as infecções. Rica em pectina – substância que aumenta o volume das fezes – diminui a presença de bactérias no organismo bactérias ajudando a reduzir as inflamações. Consumir em sucos, purês ou cozidas, além de ter menor teor de fibras comparada aos outros vegetais.

Carnes magras e ovos

Peito de frango ou peixe sem pele irão fornecer proteínas com poucas ou sem gorduras se você prepará-las cozidas ou grelhadas. Os ovos são boas opções de proteína, boa digestão, mais avalie individualmente se não vá causar aumento da formação de gases.

Batatas

Servem para ajudar a ficar de pé, seja no almoço ou no jantar, porque são ricas em carboidratos mais simples, rápida fonte de energia e com pouca fibra. Assim como a cenoura, consuma também em forma de purê ou como um ingrediente em uma sopa.

Chás

Os chás claros como camomila, gengibre, limão possui substâncias que ajudam o intestino a cicatrizar e são digestivos. O chá de hortelã pode ajudar no processo digestivo e alívio de azia e dor de estômago.

Maçã

Possui fibras que regulam o intestino beneficiando alívio para a flora intestinal inflamada. O ideal é retirar a casca da maça.

DICA

Não podemos nunca esquecer do “milagroso” soro caseiro! Além de ser importante o seu consumo para encerrar a diarreia em nosso organismo, ele hidrata bem o corpo e fornece os eletrólitos, responsáveis por repôr os sais minerais perdidos que falamos lá no início deste artigo.

Receita do soro caseiro

1 colher de sopa de açúcar
1 colher de café de sal marinho
1 litro de água filtrada

Umas gotas de sumo de limão

Não se esqueça de avaliar com o seu médico qual o motivo da diarréia e procure uma nutricionista para elaborar um cardápio adequado para o seu caso.

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Vigorexia: Obsessão pelo corpo ideal

Atualmente, a aparência é sinônimo de sucesso, saúde e determinação. De modo que a sociedade moderna oprima os indivíduos a seguir padrões estereotipados de beleza. E como herança dessa sociedade capitalista e egoísta surgem os transtornos psíquicos da aparência e as dependências psíquicas a eles associadas. Acomete principalmente os homens praticantes de musculação, a preocupação excessiva com o corpo pode desencadear Transtornos Alimentares, além de um novo transtorno comportamental denominado Vigorexia.

Mas o que é Vigorexia?

Também conhecida como Dismorfia Muscular e Anorexia Nervosa Reversa, a Vigorexia foi recentemente descrita como uma variação da desordem dismórfica corporal e enquadra-se entre os transtornos dismórficos corporais (TDC) caracterizada pela prática excessiva de exercícios físicos, obsessiva preocupação com o corpo e adoção de práticas alimentares não convencionais.

Assim como a Ortorexia, quadro no qual o indivíduo se preocupa excessivamente com a pureza dos alimentos consumidos, a Vigorexia ainda não foi reconhecida como doença. Os indivíduos acometidos pela Vigorexia freqüentemente se descrevem como “fracos e pequenos”, quando na verdade apresentam musculatura desenvolvida em níveis acima da média da população masculina, caracterizando uma distorção da imagem corporal.

Consequências e comportamentos relacionados

E estes se preocupam de maneira anormal com sua massa muscular, o que pode levar ao excesso de levantamento de peso, prática de dietas hiperprotéicas, hiperglicídicas e hipolipídicas, e uso indiscriminado de suplementos protéicos, além do consumo de esteróides anabolizantes.

A imagem corporal está relacionada com a auto-estima, que significa amor próprio, satisfação pessoal e, acima de tudo, estar bem consigo mesmo. Se existe uma insatisfação, esta se refletirá na auto-imagem. A primeira manifestação da perda da autoconfiança é percebida quando o corpo que se tem não está de acordo com o estereótipo idealizado pela sociedade.

A auto-avaliação da imagem corporal pode ocorrer de três formas:

  • o indivíduo pensa em extremos relacionados à sua aparência ou é muito crítico em relação a ela;
  • o indivíduo compara a aparência com padrões extremos da sociedade;
  • o indivíduo se concentra em um aspecto de sua aparência.

O grande motivo para esta ocorrência é que muitas pessoas que procuram as academias têm na melhora da aparência física o principal objetivo, isto é, almejam alcançar corpo ideal. É difícil estabelecer limites entre um exercício saudável e um exercício obsessivo, mas é bom lembrar que os vigoréxicos, além da musculação continuada, comem de forma atípica e exagerada.

Esses pacientes se pesam várias vezes por dia e fazem continuadas comparações com outros companheiros de academia. A doença vai derivando num quadro obsessivo-compulsivo, de tal forma que eles se sentem fracassados, abandonam suas atividades e se isolam em academias dia e noite.

Grande risco à saúde

Quando a situação se agrava, aumenta o risco de doenças cardiovasculares, lesões hepáticas, disfunções sexuais, diminuição do tamanho dos testículos e maior propensão ao câncer da próstata.

Dependendo do grau de dependência , a intervenção psicológica e nutricional é de suma importância, para garantir ao paciente qualidade de vida , orientações nutricionais de forma adequada além disso o profissional de Educação Física tem extrema importância na prevenção a esta síndrome e no papel de conscientizar seus alunos, informando que, muitas vezes, o corpo exposto nos meios de comunicação de massa, sobretudo na televisão, é um corpo impossível de ser alcançado.

Esse profissional também tem o papel de destacar que a conquista de um corpo esteticamente mais bonito deve ser adquirido com o tempo, treinamento, alimentação e descanso adequados, ou seja, de forma saudável, uma vez que, são os profissionais de Educação Física que estão diariamente em contato direto com os praticantes de musculação.

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Transtornos alimentares, um grande risco na gestação

Os transtornos alimentares (TA) são doenças psiquiátricas caracterizadas por alterações no comportamento alimentar. Os transtornos alimentares mais conhecidos hoje em dia são a bulimia e a anorexia nervosas.

A bulimia é caracterizada por episódios repetidos de compulsão alimentar, seguidos por métodos compensatórios inadequados para evitar o ganho de peso. Dentre os métodos mais comuns estão os vômitos provocados, uso abusivo de laxantes e/ou diuréticos, uso de medicamentos para perda de peso, jejuns e atividade física excessiva tudo isso para tentar compensar os exageros calóricos dos episódios de compulsão alimentar.

Por outro lado a anorexia nervosa é caracterizada pela recusa alimentar, busca exagerada pela magreza e distorção da imagem corporal, onde a pessoa passa se enxergar com muito mais peso do que realmente possui.

Um grande risco para as gestantes

Acredito que a busca desenfreada pelo padrão de beleza atual é um dos principais motivos que levam muitas mulheres a adquirirem transtornos alimentares, como a anorexia, bulimia e hoje cada vez mais comum a pregorexia, que é medo excessivo de engordar durante a gestação. A pregorexia, termo que vem do inglês, pregnant (grávida) + anorexia é de origem popular e este nome não se aplica ao meio medico.

A pregorexia pode acometer, principalmente, pacientes que apresentaram ou apresentam algum tipo de transtorno alimentar, mas fatores genéticos e condições psicológicas também podem influenciar no desencadeamento desse transtorno. A complicação afeta gravemente a saúde do bebê, aumenta os riscos de aborto, nascimento prematuro e pode influenciar no desenvolvimento e crescimento do bebê.

Os sintomas mais comuns da pregorexia são a preocupação excessiva com as calorias dos alimentos que irá consumir, normalmente a gestante opta por comer isolada da família, assim as pessoas não percebem as restrições alimentares e também ela pode pular refeições importantes afetando diretamente o aporte calórico diário. Outros sintomas possíveis são exagerar na quantidade de exercícios físicos, uso de laxantes e/ou diuréticos e também a indução de vômito.

Tratamento para os transtornos alimentares

O tratamento da pregorexia consiste em ajudar a gestante na aceitação do corpo, compreensão das transformações durante este período importante, garantir uma dieta balanceada e claro, a família deve proporcionar total apoio a gestante, assim, inclusive evitando a depressão pos parto.

Garantir as necessidades energéticas e nutricionais da gestante é fundamental para promover um adequado ganho de peso e desenvolvimento do bebê e manutenção da saúde da futura mamãe. As dietas restritivas e outros comportamentos para controle de peso, como uso de laxantes e/ou diuréticos, vômitos e exercício físico excessivo, não devem existir durante a gestação.

Sabe-se que a atividade física com moderação e acompanhamento profissional faz bem para saúde da gestante e ainda pode auxiliar no trabalho de parto, contudo é importante destacar que durante a gestação a mulher possui as articulações mais fragilizadas, podendo os exercícios intensos provocar lesões. Em geral, mulheres com peso normal devem ganhar entre 10 e 14kg durante a gestação; mulheres acima do peso devem ganhar entre 7 e 10kg e mulheres abaixo do peso, entre 11 e 16kg.

Alimentação saudável durante a gestação

Em toda a gravidez a alimentação saudável deve ser levado em consideração. Não há cuidados nutricionais específicos a não ser os de uma alimentação balanceada, contemplando todos os grupos alimentares. Vale lembrar que distribuir os alimentos em várias pequenas refeições ao longo do dia auxiliará na digestão evitando a azia, muito comum durante toda a gravidez, variar a alimentação e evitar excessos, especialmente de sal, temperos artificiais, gorduras de origem animal e açúcares prevenindo assim o desenvolvimento de diabetes e hipertensão arterial.

Conheça os alimentos, preocupe-se com a escolha alimentar, leia os rótulos, faça listas de compras, aprenda receitas novas e claro, não esqueça da boa hidratação, beber um adequado aporte de água irá auxiliar inclusive no tratamento da retenção de líquidos e inchaços durante a gestação.

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Sarcopenia e Nutrição

Sem dúvidas um dos fatores evidentes no envelhecimento é a perda de massa muscular que acaba afetando a independência do idoso, essa perda de vigor muscular e o enfraquecimento dos tecidos chama-se sarcopenia.

Vivemos cada vez mais e histórias de centenários são cada vez mais comum de ouvir. Contudo, juntamente com a longevidade surgiram novos desafios para manter qualidade de vida na terceira idade.

Com o passar dos anos percebemos alterações físicas e metabólicas naturais do processo de amadurecimento e envelhecimento, mas o importante é garantir que estas transformações não afetem a nossa qualidade de vida.

O processo de sarcopenia pode ser intensificado pelo sedentarismo ou inatividade muscular, disfunções hormonais ou deficiências nutricionais resultantes de uma alimentação inadequada ou da dificuldade do organismo em assimilar nutrientes.

Como evitar a sarcopenia

A saúde dos músculos é essencial para um envelhecimento saudável. O sistema músculo esquelético protege os ossos, promove resistência física, força e flexibilidade dos movimentos. Quando essas funções são afetadas, aumenta-se o risco de quedas e, consequentemente de lesões que na terceira idade podem resultar em um longo período de inatividade. Também com a diminuição da massa muscular tarefas diárias simples como caminhar até a feira, preparar a alimentação diária ou simplesmente tomar um banho começam a se tornar um grande desafio.

Para minimizar os efeitos da perda muscular um aporte adequado de proteínas é fundamental, porque os músculos são formados basicamente por proteínas. Este nutriente é essencial para regenerar os tecidos após o esforço físico e contribuir para o processo de anabolismo, crescimento muscular.

O aporte adequado de nutrientes no envelhecimento pode ser afetado pelo comprometimento do olfato e paladar, que passam a ser menos acurados com o passer dos anos, dificultando assim a estimulação do apetite. A produção de saliva também é reduzida e o que impede o processo de mastigação e deglutição adequados. Estes fatores causam um impacto significativo na quantidade e qualidade da ingestão alimentar.

Devemos levar em conta também a presença de doenças crônicas podem levar a restrições dietéticas, que associadas ao uso de diversos medicamentos, reduzem o apetite ou interferem na absorção de vitaminas e minerais.

Proteína é fundamental contra a sarcopenia

Proteína, este nutriente não pode faltar. Como é essencial para a formação e regeneração dos tecidos, a proteína é um dos nutrientes fundamentais de qualquer dieta saudável. Porém, na terceira idade o seu aporte deve ser ainda mais qualificado. Um cardápio balanceado e adequado deve ser elaborado com base nas preferências e limitações do idoso para garantir o aporte proteico ideal.

Existe uma diferença quanto ao valor biológico desse nutriente. Existem basicamente 2 tipos de proteínas, as consideradas de alto valor biológico que fornecem ao organismo aminoácidos essenciais, que não são produzidos pelo organismo e precisam ser obtidos através da alimentação e existem as proteínas de baixo valor biológico, que possuem menos aminoácidos e são menos eficientes no organismo.

Certamente, qualquer proteína é considerada nutritiva para o organismo, contudo, para o ganho e manutenção da massa muscular, é importante focar nas proteínas de alto valor biológico, pois elas são completas.

Conheça a diferença entre estas proteínas:

Proteínas de alto valor biológico
As proteínas provenientes dos alimentos de origem animal, como o leite e derivados, carne, peixe, ovos e seus derivados são consideradas de elevado valor biológico, uma vez que contém todos os aminoácidos essenciais, sem os mesmos, o corpo não consegue manter o seu funcionamento adequadamente.

A soja, leguminosa considerada um super alimento e seus derivados, como o tofu, o leite de soja, etc, possui igualmente proteínas de alto valor biológico, comparável ao animais, a única excepção do reino vegetal.

Lembre-se que as carnes, leites e derivados possuem gorduras saturadas e colesterol, nutrientes que não devem ser consumidos excessivamente.

Proteínas de baixo valor biológico
A maioria dos alimentos de origem vegetal, da qual apenas se exclui a soja, não possuem todos os aminoácidos essenciais, sendo considerados de baixo valor biológico, mas isso não se significa que não se deve consumir vegetais para haver um aporte proteico adequado, uma vez que leguminosas, cereais, sementes e oleaginosas resultam em excelentes combinações de aminoácidos que permitem equilibrar-se e completar-se entre si.

Exemplos de alimentos de origem vegetal ricos em proteínas: Soja, feijões, lentilhas, quinoa, amaranto, grão de bico, chia, nozes, gergelim, cogumelos, algas, semente de girassol, etc.

Apesar dos vegetais apresentarem um menor valor biológico, estes alimentos incluem muitos outros nutrientes benéficos ao funcionamento do nosso organismo, como fibras, vitaminas e minerais, alem de serem pobres em gorduras saturadas e isentos de colesterol.

Certamente uma alimentação equilibrada em proteínas consiste na mistura entre os vários tipos de alimentos, de alto e baixo valores biológico. Use sua criatividade e bom apetite.

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Anorexia Infantil: um dos desafios da alimentação das crianças

Um grande desafio para os pais são as crianças que demonstram pouco ou nenhum apetite na hora das refeições. Com este comportamento, os pais ficam apreensivos e angustiados por acharem que seus filhos irão ter prejuízos no seu processo de crescimento ou no desenvolvimento de seu sistema cognitivo.

Diante desta preocupação, os pais acabam recorrendo a recursos que podem ajudar temporariamente, mas que não contribuem para a construção de uma relação saudável com a alimentação ao longo do tempo. Tais recursos variam entre entreter o filho com joguinhos no celular ou no tablet, tentar forçar o filho a comer ou chantagear e persuadir a criança com recompensas como doces, por exemplo.

Diante do impasse em saber que este não é o melhor caminho para ajudar o seu filho e a preocupação relacionada à inapetência da criança na hora das refeições, os pais, muitas vezes, perguntam-se o que estão fazendo de errado, sentindo-se culpados por esta situação.

Comportamento alimentar na anorexia infantil

É importante falarmos que algumas crianças têm menos apetite do que outras naturalmente. Isso ocorre, geralmente, com crianças que têm maior dificuldade de se acalmarem e relaxarem diante de situações como a hora de comer e a hora de dormir. Ao investigar os batimentos cardíacos e a quantidade de adrenalina liberada por estas crianças, podemos encontrar uma correlação entre crianças que mantêm seus “estados de alerta” ligados por um maior tempo e uma maior falta de apetite ou desinteresse pela hora de comer.

Tais crianças costumam ser mais sensíveis aos estímulos do ambiente e ao que acontece ao redor delas, alterando com maior frequência ao longo do dia os batimentos do seu coração e o metabolismo do seu corpo.

Com esta dificuldade em deixar de responder aos estímulos externos, mesmo nas horas de comer e dormir, tais crianças acabam tendo seu comportamento alimentar comprometido, já que preferem falar à comer na hora das refeições, mantendo sua taxa de adrenalina elevada.

Crianças que apresentam esta resposta do corpo também podem ter sua digestão prejudicada, já que a quantidade adequada de sangue que deveria ir para a digestão geralmente é minimizada por causa da manutenção de um estado corporal agitado neste momento.

E pode começar bem cedo…

Algumas crianças podem manifestar a inapetência ainda no primeiro ano de vida, não se envolvendo tanto com as mamadas ou recusando-se a comer na fase de introdução alimentar. Esta característica está muito ligada ao temperamento da criança, que, nestes casos, costuma ser mais obstinado e intenso.

Muito sensíveis aos que acontece ao seu redor, estas crianças precisam ser estimuladas a prestar atenção ao alimento na hora de comer para que não tenham prejuízos na percepção dos seus sinais internos de fome e saciedade.

Muitas crianças, com anorexia infantil, costumam ser magras pela baixa ingestão de comida, porém, não apresentam um atraso no seu desenvolvimento intelectual, apesar de os pais acharem que seus filhos irão, necessariamente, ter prejuízos em suas funções cognitivas pelo fato de não estarem comendo o suficiente. O que podemos dizer é que a tensão gerada pelo conflito na hora das refeições entre pais e filhos é mais determinante para o prejuízo no desenvolvimento das atividades de produção intelectual das crianças do que a interferência da falta de apetite em tais funções cerebrais.

Por isso, recomendamos que os pais invistam na criação de um ambiente em que tais conflitos sejam minimizados. Naturalmente, estas crianças tendem a ser mais desafiadoras, menos capazes de lidar com o “não” e mais propensas a terem dificuldade de retomar o controle de suas emoções quando sentem que são contrariadas.

O comportamento alimentar de crianças com inapetência é intimamente influenciado pelo local em que comem ou por seu estado de saúde. Assim, viagens e restaurantes podem fazer com que estas crianças comam ainda menos, bem como quando ficam doentes.

Portanto, crianças que apresentam o quadro de anorexia infantil, geralmente, ficam abaixo do peso adequado à idade e apresentam baixa estatura. Por terem dificuldade de se acalmar e manterem seus “estados de alerta ligados” com maior frequência, precisam serem estimuladas e treinadas a prestarem atenção à comida para reconhecerem seus sinais internos de fome e saciedade com mais facilidade.

O tratamento começa dentro de casa

Também é importante que os pais identifiquem estas características no seu filho e providenciem medidas que o ajude a melhorar a sua relação com a comida dentro de casa, como a criação de horários regulares para as refeições que o ajudarão a identificar melhor os momentos em que estiver com fome através da percepção da fisiologia da fome do seu corpo, como o “ronco na barriga”.

Para que isso aconteça, a criança deve entender que não poderá comer em qualquer horário, o que deve ser explicado pelos pais. Para crianças inapetentes, aconselho que os pais reúnam diretrizes alimentares e criem um treinamento dentro de casa, já que, em ambientes externos, elas podem ter mais dificuldade de concentração na comida por causa dos estímulos que fazem com que seja mais difícil cumprir os procedimentos acordados.

Com isso, crianças inapetentes podem melhorar o seu comportamento alimentar, desenvolvendo mais prazer em comer e sentar-se à mesa para as refeições. Além disso, tendem a melhorarem seus estados nutricionais e a voltarem a crescerem de forma adequada à idade. Também têm as chances de evitarem o desenvolvimento de futuros transtornos alimentares, como anorexia ou bulimia nervosas.

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Disbiose Intestinal: conheça as causas, sintomas e tratamento

As causas da disbiose intestinal podem estar relacionadas com o uso excessivo de medicamentos, cortisona ou laxante e o alcoolismo.

O nosso trato gastrintestinal (TGI) abriga um superorganismo chamado microbiota intestinal (flora intestinal). A colonização do TGI compreende uma população bacteriana de aproximadamente cerca de 10¹⁴ UFC (unidade formadora de colônias) de bactérias, um verdadeiro exército que trabalha a favor da nossa imunidade.

As bactérias do “bem” potencializam os mecanismos de defesa do nosso corpo e melhoram a imunidade intestinal. Também vale lembrar que vários nutrientes são formados pela síntese bacteriana no TGI, entre eles, a vitamina K (saúde dos ossos), vitamina B12, vitamina B1 e vitamina B2 (regulam o sistema nervoso, saúde da pele, cabelos e unhas) e o aminoácido triptofano (responsável pela produção de serotonina – sensação de bem estar).

Quando surge um desequilíbrio na flora intestinal e ocorre um aumento da colonização por bactérias patógenas do “mal” denomina-se disbiose intestinal.

Causas da disbiose intestinal

As causas da disbiose intestinal além de estarem relacionadas com o uso excessivo de medicamentos, principalmente antibióticos, cortisona ou laxante e o alcoolismo, também estão ligadas aos fatores como o estresse, alimentação inadequada e industrializada com excesso de açúcares, alimentos refinados e pobre em fibras podem ser a chave para desencadear a disbiose intestinal.

Algumas doenças intestinais, como diverticulose, inflamação intestinal e a prisão de ventre, também favorecem o desequilibro da flora intestinal e, consequentemente, o desenvolvimento da disbiose.

Sintomas e tratamento da Disbiose intestinal

Os sintomas da disbiose intestinal geralmente incluem desconforto abdominal e flatulência, enjoos, diarreia ou constipação, queda de cabelo, enfraquecimento das unhas, dores de cabeça frequente, candidíase de repetição, falta de concentração e fadiga intensa.

O diagnostico da disbiose é realizado através de exame de fezes ou um exame de urina específico para identificar esta patologia.

O tratamento da disbiose consiste em restabelecer a flora bacteriana com uma alimentação e hidratação adequadas. O consumo de alimentos ricos em fibras e probióticos estimulam o crescimento das bactérias boas do intestino assim restabelecendo o equilíbrio deste exercito de bacterias que habitam o nosso corpo.

Como a nutrição pode ajudar?

Probióticos
Os probióticos são microorganismos vivos da nossa flora intestinal normal, ou seja, são as famosas bacterias do “bem” que, quando ingeridos em quantidades adequadas auxiliam no funcionamento do intestino, melhoram a absorção de nutrientes e nos protegem das bacterias que possam nos fazer mal. Entre os principais probióticos estão as leveduras, bactérias ácido-lácticas e bactérias não ácido lácticas.

Hoje em dia encontramos muitos produtos enriquecidos com probióticos, como iogurtes, leites fermentados, queijos, coalhadas, missô, kefir. Os objetivos destes alimentos são auxiliar na proliferação dessas bacterias para regular o trânsito intestinal e nos proteger de possíveis infecções.

Prebióticos
Os prebióticos são fibras não digeríveis que fermentam em nosso intestino e estimulam assim o crescimento das bacterias probióticas no nosso TGI. Outro ponto positivo destas fibras é a capacidade de diminuição da absorção de gorduras pelo intestino e aumento da absorção de alguns minerais como cálcio, ferro, zinco e magnésio.

As fibras prebióticas mais comuns são a inulina, a pectina e os frutooligossácarideos (FOS). Os alimentos ricos fibras prebióticas são as frutas, verduras, legumes e féculas, principalmente almeirão, raízes de chicória, trigo, cebola, alho, alho poró, aspargos, algas, linhaça, frutas cítricas, maçã, banana, cenoura, farelo de aveia, soja, ervilha e lentilhas.

Simbióticos
São produtos que associam prebóticos com probióticos afim de intensificar os efeitos dos dois componentes. Você mesmo pode preparar uma refeição simbiótica, exemplo: misture iogurte, aveia e maçã.

Para a saúde do intestino e do corpo em geral é necessário uma ingestão adequada de alimentos, em quantidade e qualidade para que o efeito benéfico seja permanente. Devemos consumir uma dieta rica em fibras, portanto inclua na sua alimentação diária muitas frutas, verduras e grãos integrais. Não esqueça que exercícios físicos regulares também auxiliam no bom funcionamento do intestino.

Procure uma nutricionista para auxiliar no tratamento da sua saúde intestinal.

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Consumo de corantes e déficit de atenção

O transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH) ainda não tem causa conhecida. No entanto, estudos sugerem que o aumento no consumo de alimentos industrializados, ricos em aditivos alimentares, alteram o comportamento infantil. Entres os aditivos mais utilizados destacam-se os corantes: tartrazina, amaranto, vermelho ponceau, eritrosina e caramelo amoniacal, utilizados para realçar a coloração dos alimentos.

A Associação Americana de Psiquiatria define o TDAH como um transtorno neuropsiquiátrico em que há padrão persistente de desatenção, hiperatividade e impulsividade, não adequado ao nível de desenvolvimento quando comparado a crianças de mesma idade.

Sintomas e diagnóstico

Os sintomas variam desde falta de atenção em atividades lúdicas até dificuldade para brincar e ficar em silêncio durante atividades de lazer.

Para o diagnóstico clínico, os sintomas devem estar presentes por pelo menos seis meses. Geralmente, surge antes dos sete anos de idade, sendo mais prevalente em meninos. Estima-se que cerca de 70% das crianças hiperativas continuam com os sintomas na adolescência e 65% dos adolescentes conservam o problema até a vida adulta.

As causas do distúrbio ainda não são conhecidas, porém estudos avaliando uma dieta de exclusão em crianças hiperativas demonstraram melhora no comportamento destas, podendo relacionar o aumento no consumo de alimentos industrializados, ricos em aditivos alimentares, com alteração no comportamento infantil.

O grande vilão: corante

Entres os aditivos utilizados em larga escala, pode-se assinalar o papel dos corantes, utilizados para realçar a coloração dos alimentos, responsáveis por reações alérgicas, asma, urticária e até casos de câncer observados a longo prazo.

A avaliação do consumo de corantes alimentares e aditivos de uma forma geral é feita pelo controle da Ingestão Diária Aceitável (IDA). Nesse sentido, estudos avaliando o consumo alimentar de crianças verificaram que a introdução de alimentos industrializados ocorre de maneira precoce, assim, crianças de 4 a 12 meses já recebiam alimentos como queijo tipo petit-suisse, refrigerantes e pirulitos.

Além disso, outros estudos avaliaram a quantidade de corantes em alimentos e constataram que alguns produtos apresentam valores superiores de corantes do que o permitido na legislação brasileira. Desse modo, avaliou-se que a IDA de crianças é facilmente excedida com o consumo de um ou mais produtos industrializados ao dia, sendo este o público mais atingido pelos efeitos adversos deste aditivo, pois, além de imaturidade fisiológica, que pode prejudicar a excreção desses compostos, também apresenta dificuldade na capacidade de controlar a ingestão dos alimentos com aditivos.

Por outro lado a utilização de corantes naturais (que também podem trazer propriedades funcionais), vem sendo explorada como opção para combater esse problema. No entanto, essa introdução ainda é considerada um desafio, pois são menos estáveis e não atendem todas as colorações disponíveis para se tornar um alimento atrativo aos olhos dos nossos pequenos.

Onde encontramos estes corantes artificiais?

O amarelo sólido, até então muito empregado em gelatinas; o laranja GGN, usado em pós para sorvetes; o vermelho sólido, para recheios e revestimentos de biscoitos; o azul de alizarina, corante em óleos emulsionados e gelatinas; e o escarlate GN, com uso em recheios de confeitarias e balas.

Existem alguns destes corantes artificiais, que ainda são permitidos, porém o fato deles serem permitidos, não anula seus efeitos adversos, que embora não sejam divulgados na embalagem estão disponíveis em artigos científicos.

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Suporte nutricional enteral

A nutrição enteral, ou suporte nutricional enteral, é uma alternativa para quando a alimentação pela boca é insuficiente ou impossível de ser realizada, de modo a afetar as necessidades nutricionais do paciente e a manutenção da vida.

Algumas doenças neurológicas, cirurgias digestivas, canceres, pacientes com hiporexia (baixa ingestão alimentar) que não conseguem realizar a ingestão de alimentos via oral (boca) superior a 60% da dieta levam a necessidade de mudança da via de alimentação.

Como funciona o suporte nutricional enteral

O suporte nutricional enteral é feito através de uma sonda posicionada ou implantada no estômago, no duodeno ou no jejuno, que recebe alimentos na forma líquida ou em pó com o mesmo valor nutricional que uma alimentação normal e equilibrada.

É fundamental nesse momento buscar a orientação de um nutricionista especializado, que saberá orientar qual a melhor terapia nutricional de acordo com sua condição clínica através de avaliação individual.

O profissional será responsável por adequar o plano alimentar para que não haja perda de peso, deficiência de minerais e vitaminas, com aporte adequado de proteínas, calorias, vitaminas e minerais. A terapia nutricional enteral é um método seguro e eficaz, que ajuda a manter o estado nutricional equilibrado para a manutenção da vida.

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Prevenção de doenças crônicas não transmissíveis

Atualmente, a expectativa de vida de um brasileiro, segundo o IBGE publicado em 2014 é de 74,9 anos. Esta idade avançada da população faz com que haja um aumento natural na incidência de doenças crônicas não transmissíveis. Entre os males mais frequentes estão as doenças cardiovasculares, o diabetes mellitus, o mal de Alzheimer, as doenças respiratórias crônicas e a osteoporose.

Condições de vida influenciam

Segundo dados da Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico, 64% dos óbitos no Brasil são causados por estas doenças, que possuem características semelhantes, tais como o longo período até estar completamente instalada, a influência imposta pelas condições de vida, o tempo de evolução prolongado e as complicações que acarretam em incapacidade e óbito.

No entanto, as doenças crônicas são passíveis de prevenção, já que seus fatores de risco de estão diretamente relacionados a maus hábitos e falta de qualidade de vida. Estudos epidemiológicos destacam o baixo consumo de frutas e hortaliças, o excesso de peso, a hipertensão arterial, a hipercolesterolemia, o consumo excessivo de bebidas alcoólicas, o sedentarismo e o tabagismo como principais influenciadores.

Alimentação reduz riscos de doenças crônicas

Justamente por isso, uma alimentação saudável é capaz de prevenir o surgimento de doenças crônicas. Em uma alimentação com predomínio do consumo de alimentos naturais em detrimento dos industrializados, variedade de nutrientes, combinações e proporções adequadas entre carboidratos, proteínas e gorduras e adequação calórica para manutenção de um peso saudável é possível reduzir os riscos de ocorrência destes males.

Com orientação nutricional especializada, será possível elaborar um planejamento alimentar que priorize a ingestão de alimentos ricos em fitoquímicos, que garantem proteção ao organismo, como exemplo os glucosinolatos presentes nos vegetais crucíferos (brócolis, couve flor), capazes de reduzir o risco de câncer, além de diminuir o consumo de alimentos que influenciam na incidência de doenças crônicas, como a carne vermelha e os embutidos.

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