Recomendações nutricionais para doenças inflamatórias intestinais

Recomendações nutricionais para doenças inflamatórias intestinais

As doenças inflamatórias intestinais (DII) são crônicas, de origem desconhecida, e acomentem o trato digestório, sendo as duas formas mais comuns:

  • Retrocolite ulcerativa (RCU)
  • Doença de Crohn (DC)

Na Retrocolite ulcerativa (RCU) a inflamação é limitada à mucosa do cólon, ocorrendo de forma contínua, sendo a manifestação mais comum a diarreia com sangue. Já a Doença de Crohn (DC) é uma doença inflamatória que pode afetar qualquer parte do trato alimentar, mas é mais comum no íleo e cólon. Suas manifestações mais comuns são diarreia e dor abdominal.

Recomendações nutricionais

As DII possuem fases diferentes: a fase aguda (quando a inflamação está ativa, e o paciente sente dor e diarreia) e a fase de remissão (quando os sintomas melhoram e o paciente volta a se alimentar normalmente). Para isso, as orientações nutricionais na dieta são diferentes em cada fase.

FASE AGUDA: períodos de diarreia e má absorção dos nutrientes:

Isenta de lactose (evitar leites e derivados). A lactase é uma enzima que, em situações como a  diarreia, seus níveis podem estar diminuídos, causando intolerância;

Rica em fibras solúveis (frutas, legumes, aveia e leguminosas) e pobre em fibras insolúveis (verduras em geral, farinha de trigo integral). As fibras solúveis aumentam o volume das fezes e contribuem para o equilíbrio da flora intestinal; já as fibras insolúveis aceleram o trânsito intestinal (situação que deve ser evitada na fase aguda das DII);

Evitar carboidratos simples e aumentar o consumo de proteínas.

FASE DE REMISSÃO: após a fase aguda, quando os sintomas melhoram:

Evoluir progressivamente o consumo de leites/derivados e as fibras insolúveis;

É importante ter uma dieta antifermentativa – evitar alimentos que estimulam a produção de gases – como: brócolis, couve-flor, repolho, cebola crua, pimentão verde, batata-doce, leguminosas (feijões, grãode-bico, lentilha) e frutos do mar (principalmente mariscos e ostras).

Sempre tenha o acompanhamento de um médico e nutricionista!

Sobre Marcela R. G. Molina

Nutricionista formada pela Universidade de São Paulo (USP) com mestrado em andamento em Ciências, no Programa de Nutrição da USP. Atua na área clínica realizando atendimento nutricional personalizado em uma clínica especializada em cirurgia bariátrica e distúrbios gastrointestinais.
CRN3: 46933
http://www.crdeluca.com.br

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