Endometriose: saiba como lidar com a doença

Endometriose: saiba como lidar com a doença

A endometriose é caracterizada quando o endométrio, camada interna que reveste as paredes do útero e é renovada mensalmente através da menstruação, se localiza fora da cavidade uterina, tecido ectopico.

Os ovários produzem e liberam os hormônios que estimulam as células do endométrio, desta forma, se houver tecido endometrial ectópico, ou seja, fora do útero (endometriose), eles também responderão ao estímulo hormonal, o que irá gerar o sintoma, que pode variar de acordo com a região anatômica acometida.

A doença, que afeta cerca 15% das mulheres entre 15 e 45 anos de idade reprodutiva, e esse percentual sobe para até 70% quando a mulher apresenta história de infertilidade ou dor pélvica.

É sinônimo de dor, desconforto e, até mesmo, infertilidade. No entanto, a alimentação é uma grande aliada para diminuir estes sintomas e mantê-los sob controle.

Dieta balanceada reduz sintomas da endometriose

Estudos com endometriose  que uma dieta balanceada, rica em vitaminas e minerais é capaz de prevenir a endometriose e apoiar seu tratamento.

As fibras são o alimento básico, pois ajudam a diminuir a inflamação abdominal e auxiliam na digestão e no bom funcionamento do intestino, além de reduzir o estrogênio circulante no sangue com um menor impacto sobre os tecidos que dependem do hormônio.

As vitaminas do complexo B são aliadas à manutenção de níveis adequados de saturação de enzimas e do bom funcionamento das glândulas endócrinas, produtoras de hormônios, e, junto com colina e inositol, desempenham papel vital na degradação do excesso de estrogênio.

A vitamina C também é benéfica ao ser combinada com bioflavonóides e um preparado de enzimas proteolíticas, pois exerce potentes ações antiinflamatórias e analgésicas, sem efeitos colaterais.

Alimentos estimulam produção hormonal

O uso de ácidos graxos poliinsaturados, ricos em ômegas 3 e 6, ajudam a organizar a família das prostaglandinas PGE1, reduzindo a dor e a inflamação abdominal.

Já o leite de vaca e as carnes podem estimular a produção de prostaglandinas PGE2, PGF2, responsáveis por alguns processos inflamatórios, por isso, é melhor evitá-los, assim como a soja, que contém hormônios e deve ser eliminada do cardápio.

De uma maneira geral, a alimentação deve priorizar a ingestão de frutas, legumes e hortaliças, cereais integrais, peixes e carnes magras.

Além disso, é indicado evitar o consumo de alimentos ricos em farinha refinada, que são desprovidos de minerais essenciais e contêm elevado teor calórico. O açúcar também deve ser controlado, visto que é fonte geradora de aumento de peso e desequilíbrio da relação insulina/glicose.

Sobre Fernanda Mululo

Nutricionista clínica pós-graduada em nutrição funcional e fitoterapia. Atua no atendimento exclusivo e individualizado a pacientes com diversas necessidades e objetivos. Desde de sua formação trabalha com mulheres portadoras de endometriose e em pré e pós operatório de cirurgias diversas. Nutricionista Staff do Hospital Universitário Pedro (HUPE/UERJ) na área materno infantil, trabalha também em parceria com clínica de estética e com equipe de gastroenterologista no tratamento de pacientes com Doença Inflamatória Intestinal. Dedica total atenção aos pacientes, permitindo a troca de experiências para o avanço no tratamento ou na mudança do estilo de vida.
CRN 11100927 www.fernandamululo.com.br

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