Doença de Crohn e outras doenças inflamatórias intestinais

Doença de Crohn e outras doenças inflamatórias intestinais

Por envolverem diretamente o sistema digestivo, as doenças inflamatórias intestinais, tais como síndrome do cólon irritável, doença de Crohn e retocolite ulcerativa, apresentam como consequência direta diversas complicações nutricionais. Entre as mais frequentes estão a desnutrição e os retardos de crescimento, da puberdade e da maturação óssea, principalmente em crianças e adolescentes. Por isso, a nutrição adequada e essencial para manejo dos sintomas e evitar complicações.

Alimentação recupera estado clínico

Para manter o estado nutricional do paciente com doenças inflamatórias intestinais estável ou, até mesmo, recuperá-lo, é preciso buscar um planejamento alimentar adequado às necessidades do indivíduo. A terapia pode ser usada como tratamento principal ou coadjuvante na manutenção da remissão dos males, garantindo benefícios através do fornecimento de nutrientes com funções fisiológicas específicas.

A função da terapia nutricional nas doenças inflamatórias intestinais é modular a resposta imunoinflamatória e manter a integridade da mucosa intestinal, mantendo em remissão a doença além de melhorar o estado clínico e a qualidade de vida. O profissional especializado saberá orientar quais recursos são mais adequados e suas funções específicas, exclusão de alimentos em momentos específicos, uso de pré ou probióticos, uso de fibras ou não, uso de glutamina, ácidos graxos como ômega 3 e a suplementação de minerais e vitaminas, ou até mesmo a indicação de nutrição com formula especializadas (hidrolisadas ou parcialmente hidrolisadas as proteínas).

Terapia nutricional ajuda no controle da doença de crohn

Baseada em nutrientes específicos, a terapia nutricional orientada é capaz de ajudar no controle da atividade da doença inflamatória intestinais ao promover uma alteração na flora intestinal, promovendo benefícios, como diminuição na produção de toxinas e melhora na motilidade intestinal, ou seja, nos movimentos que o intestino usa para a formação do bolo fecal .

Estima-se que, atualmente, 25% da população mundial possua algum tipo de doença inflamatória intestinal, com maior concentração entre mulheres na faixa dos vinte anos. Entre os sintomas mais comuns estão distensão abdominal, dores, diarreia ou constipação ou alternância entre as duas, presença de muco ou sangue nas fezes, flatulência excessiva, perda de peso, desidratação e anemia.

Sobre Fernanda Mululo

Nutricionista clínica pós-graduada em nutrição funcional e fitoterapia. Atua no atendimento exclusivo e individualizado a pacientes com diversas necessidades e objetivos. Desde de sua formação trabalha com mulheres portadoras de endometriose e em pré e pós operatório de cirurgias diversas. Nutricionista Staff do Hospital Universitário Pedro (HUPE/UERJ) na área materno infantil, trabalha também em parceria com clínica de estética e com equipe de gastroenterologista no tratamento de pacientes com Doença Inflamatória Intestinal. Dedica total atenção aos pacientes, permitindo a troca de experiências para o avanço no tratamento ou na mudança do estilo de vida.
CRN 11100927 www.fernandamululo.com.br

Compartilhe !