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Dicas de Nutrição

As dicas de nutrição são conteúdos para você que gosta de manter uma alimentação saudável durante o seu dia-a-dia. Elas são ótimas para todas as fases da vida, seja para crianças, adultos, gestantes ou idosos. Nesta sessão nós publicamos artigos com várias dicas nutricionais e alimentação saudável para o equilíbrio das suas refeições.

Inflamação: saiba quais são os alimentos anti-inflamatórios

A inflamação aguda ou fisiológica é uma resposta benéfica do organismo ao dano tecidual, algum nível de inflamação no nosso corpo é essencial para combater contra agentes agressores.

O processo de inflamação é ativada na presença de infecções virais ou bacterianas, mas também na presença de outras substâncias estranhas ao organismo, incluindo toxinas, compostos químicos tóxicos, proteínas alimentares mal digeridas, poluentes ambientais, aditivos químicos, entre outros.

Na presença de um ou mais destes agentes infamatórios nosso sistema imunológico envia as células brancas do sangue e outros mensageiros químicos para proteger o nosso corpo contra estas substâncias. A inflamação é um efeito amigo do nosso corpo, pois ela luta pela nossa proteção.

A diferença entre a inflamação que protege nosso corpo e a “inflamação disfuncional” é que neste segundo tipo, as células brancas do sangue e outros compostos não diminuem quando a ameaça é extinta. O sistema imunológico permanece em exaustão, os revestimentos das células sanguíneas são corroídos, os tecidos saudáveis são danificados, podendo assim desencadear uma serie de patologias.

O que causa a inflamação?

Vivemos hoje em um ambiente repleto de fatores inflamatórios que podem debilitar nosso sistema imunológico. Entre eles podemos citar o habito de fumar, sono inadequado, falta de atividade física, estresse, alimentação pobre em nutrientes, poluição ambiental, migrantes de embalagens presentes em recipientes plásticos, de alumínio e ferro, e muitos outros. A alimentação é um dos grandes fatores responsáveis pela inflamação e também pode ser o melhor remédio para curá-la.

Muitos alimentos já foram classificados como pró-inflamatórios, pois desencadeiam a resposta inflamatória no nosso organismo. Dentre eles encontramos os açúcares refinados, gorduras hidrogenadas (trans), gordura saturada (de origem animal), proteínas alergênicas mal digeridas (como gluten e lactose), produtos industrializados ricos em aditivos químicos, agrotóxicos alimentares, entre outros.

Devemos diminuir o consumo desses alimentos causadores de inflamação e ainda, incluir na alimentação diária alimentos que possuem nutrientes capazes de neutralizar a inflamação.

Melhores alimentos anti-inflamatórios

Os melhores alimentos anti-inflamatórios são:

Frutas vermelhas e roxas como mirtilo, uva, framboesa, amora, açaí, romã e tomate. Elas possuem propriedades quimiopreventivas, antioxidantes, antiplaquetárias, antifúngicas, cardioprotetoras.

Peixes de águas frias e profundas como o salmão e a sardinha, sementes como linhaça, chia, nozes, amêndoas, macadamia e castanhas. Estes alimentos são ricos em ácidos graxos poli-insaturados, vitaminas e minerais.

Gengibre, além de sua propriedade anti-inflamatória ele ainda e’ antioxidante e antimicrobiano. E’ rico em vitamina B6, potássio, magnésio e cobre

Chá verde. Este chá é rico em catequinas, que atuam também na modulação do gasto energético, acelerando nosso metabolismo.

Pimenta vermelha. Rica em capsaicina que desempenha um papel de proteção ao sistema cardiovascular, alem de ser um pontecializador de metabolismo.

Farelo de aveia. Além de fibras, contém beta-glucanas que auxiliam na manutenção da saúde intestinal.

Ervas, condimentos e especiarias, especialmente a cúrcuma (açafrão), canela, alho, pimenta preta e orégano. Possuem compostos bioativos, função antioxidante e anti-inflamatória.

Frutas e verduras em geral que são ricas em quercetina, um potente anti-inflamatório e antioxidante encontrado principalmente nas cascas e sementes.

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Saúde intestinal e Imunidade

Imunidade é um termo que designa uma série de mecanismos presentes no organismo humano que têm como função realizar a defesa do corpo contra a invasão de agentes patogênicos, tais como vírus, bactérias, protozoários, toxinas e células não compatíveis.

O nosso sistema imune é dividido em sistema central, compreendendo a medula óssea e o timo; sistema periférico, compreendendo o baço, linfonodos e o MALT – tecido linfóide associado às mucosas, principalmente a intestinal.

Vale lembrar que um indivíduo adulto possui cerca de 70 – 80% de suas células produtoras de anticorpos associadas à mucosa do intestino delgado, por isso, uma dieta balanceada é fundamental para garantir a saúde intestinal e consequentemente uma boa imunidade.

O trato intestinal humano compreende um ecossistema dinâmico e integrado, composto por células epiteliais, sistema imune completo, glândulas e numerosas espécies de microrganismos que colonizam e protegem nossa mucosa. Este conjunto de microrganismos que colonizam o nosso tubo digestivo chame-se microbiota intestinal e ela é composta por aproximadamente 100 mil milhões de bactérias.

O stress, alimentação desequilibrada, consumo repetido de medicamentos, antibióticos e substâncias tóxicas, podem provocar um desequilíbrio da microbiota intestinal (disbiose) ou uma hiperpermeabilidade intestinal, onde a mucosa intestinal deixa passar para a corrente sanguinea agentes infecciosos.

Felizmente, é possível restabelecer o equilíbrio da microbiota e a integridade da barreira intestinal pelo consumo de prebióticos e probióticos, assim atenuando o aparecimento ou manifestação de distúrbios inflamatórios e alérgicos.

Prebióticos

Os prebióticos podem ser classificados como compostos de fibras não digeríveis. Esses alimentos são ricos em fibras e esse é um dos motivos que os tornam indigeríveis no trato gastrointestinal, no intestino delgado até chegarem ao cólon, onde eles serão fermentados pela microflora intestinal.

Exemplos de prebióticos são os frutoologosacarídeos (FOS), a pectina, as ligninas e a inulina.

Os frutooligosacarídeos estão presentes em alimentos como a cebola, alho, tomate, banana, trigo e cereais integrais como a cevada e a aveia.

Ja a pectina está presente na entrecasca dos cítricos, como no maracujá e na maçã. As ligninas encontram se principalmente nas cascas de frutas oleaginosas como linhaças, gergelim e amêndoas, alem de estar presente em leguminosas como a soja, lentilha e feijão.

Por fim, temos a inulina que é encontrada principalmente na raiz da chicória, no alho, cebola, aspargos e alcachofra.

Probióticos

Os probiótico são organismos vivos que quando ingeridos exercem efeito benéfico no balanço da flora bacteriana intestinal da pessoa que os consumiu. Vários microorganismos são reconhecidos como probióticos, entre eles bactérias ácido-lácticas, bactérias não ácido lácticas e leveduras. As bactérias mais conhecidas que exercem essas funções no organismo são as Bifidobacterium e Lactobacillus.

Os probióticos também podem ser componentes de alimentos industrializados. Como exemplo podemos citar os leites fermentados e iogurtes.

Tambem não podemos esquecer dos alimentos fermentados de forma caseira, como as coalhadas, queijos, bebidas frutais, picles e o kefir.

Hoje em dia também encontramos suplementacão de probioticos e prebioticos na forma de pó ou cápsulas.

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Dieta da sopa: o que é, como fazer e os riscos para a saúde

Sempre reforço aqui que o ideal é termos uma relação de “amizade” com os alimentos. Isso quer dizer que restringir alimentos radicalmente em nosso cardápio mostra que seu organismo “está de mal” com a sua alimentação. E isso não pode resultar em coisa boa para a nossa saúde, uma vez que todos os alimentos podem conter nutrientes e vitaminas importantes para nossa saúde. O que precisamos saber é o que comer, quando comer, e o quanto se deve comer e usar as estratégias para perda de peso de forma correta e orientada por um profissional.

Manter uma relação amigável com o que comemos é a base estrutural para atingirmos qualquer perda de peso com saúde. E é justamente sobre isso que irei falar hoje tendo como assunto principal a Dieta da Sopa, tão procurada no momento por aqueles que querem emagrecer “sete quilos em uma semana”, sem saber o que isso provocará em seu corpo por dentro e por fora.

O que é a Dieta da Sopa?

A receita original da Dieta da Sopa teria sido desenvolvida por alunos na USP em conjunto com o Instituto do Coração. Ela teria como propósito atender as necessidades dos pacientes cardíacos que necessitavam perder peso rápido para poderem ser submetidos à cirurgias de emergência, quando o sobrepeso pode expor o paciente a riscos durante o processo cirúrgico. Bom, como você pode notar, já no surgimento desta Dieta há um propósito diferente do que se busca hoje ao aderir esse programa.

O site Comidamiga entrou em contato com a USP e com o Incor. Os dois institutos, entretanto, não confirmaram a autoria e emitiram um comunicado afirmando que ela não está ligada a nenhum de seus funcionários e que, por isso, não indicam a dieta para nenhum cidadão ou paciente.

Isso, por si só, já coloca a dieta em dúvida quanto à saúde do usuário, principalmente porque, cada vez mais, a dieta é utilizada sem o menor acompanhamento médico ou orientação. Mas aí você vai dizer: “minha amiga conseguiu emagrecer cinco quilos e entrar naquele vestido antes da festa em apenas uma semana!” Pois é, vamos analisar o que acontece conosco quando introduzimos essa dieta em nosso cardápio apenas porque queremos perder peso, sem o menor controle do que o nosso organismo necessita naquele momento. Não esqueça: dieta restritiva pode restringir também a sua saúde. Vamos descobrir como!

Restrição agressiva!

Se originalmente a Dieta da Sopa era utilizada com acompanhamento médico em pacientes específicos que precisam atingir propósitos hospitalares com fins cirúrgicos, hoje sua receita se popularizou e pode ser encontrada com facilidade em qualquer revista de celebridades ou qualquer site pela internet. As restrições impostas são duras: primeiramente, ela não pode ser utilizada por mais de uma semana. A própria Dieta da Sopa aponta que se ela for utilizada por 15 dias provoca consequências à saúde, ou seja, sua saúde definitivamente não está preparada para este tipo de alimentação que ela impõe.

Armadilha da Dieta da Sopa

Muitas pessoas acabam saindo desta dieta pior do que entraram. Isso porque se você tiver qualquer problema de saúde que não saiba ainda, a restrição de nutrientes junto com o estresse da “dieta” devido ao corte radical pode fazer desencadear doenças que estão silenciadas. Entretanto, esses riscos são todos deixados de lado pelos adeptos da dieta que tomam como hino sagrado a máxima de que “vale tudo para perder uns quilinhos”. Entretanto, a nossa saúde não tem preço, não é mesmo!? Mas vamos descobrir mais sobre essa dieta.

Receita da Dieta da Sopa

– uma berinjela;
– duas folhas de louro;
– um repolho;
– dois nabos;
– dois tomates;
– duas porções de agrião;
– duas porções de cheiro verde;
– dois pimentões;
– um aipo;
– duas cenouras;
– quatro jilós;
– duas xícaras de vagem;
– três dentes de alho;
– um tablete de caldo de carne ou frango ;
– sal e pimenta a gosto.

Esses são os ingredientes da Dieta da Sopa. Os adeptos da dieta são orientados a picarem todos esses alimentos numa panela com água, e deixar a refeição cozinhar por cerca de 40 minutos antes de ingeri-las.

Como a dieta é ministrada

Primeiro dia: substituir o almoço e janta pela sopa, podendo ser consumida também em outros horários ao longo do dia. A Dieta da Sopa aceita nesta fase a ingestão de frutas, com exceção do abacate e da banana. Sucos de uva sem açúcar, chás e água à vontade.

Segundo dia: A Dieta da Sopa aponta que, nesta segunda fase, você deve ingerir a sopa quando a fome bater à sua porta. Neste segundo dia é liberado o consumo de legumes e verduras e, no jantar, pode-se comer uma batata grande cozida.

Terceiro dia: Até o final do terceiro dia, a Dieta da Sopa afirma que você já poderá ter perdido entre dois e três quilos. Nesta terceira fase, é indicada a sopa duas vezes ao dia com consumo de frutas e legumes.

Quarto dia: Continua a orientação para consumir a sopa duas vezes por dia, ou seja, no almoço e na janta, sendo, agora, liberado a ingestão de bananas e leite desnatado. Sem exagero. De acordo com a Dieta da Sopa, as bananas e o leite desnatado seriam responsáveis por repor em nosso organismo as calorias e carboidratos, bem como cálcio e proteínas. Além disso, a receita diz que as bananas e o leito serão responsáveis também por reduzir sua vontade de comer doces.

Quinto dia: Manter a sopa ainda nas duas principais refeições. Entretanto, no quinto dia é liberado o consumo de 280 a 400 gramas de carne vermelha ou branca grelhada, em conjunto com tomates temperados com sal, limão e azeite. A orientação é que seja consumido de seis a 10 copos de água durante o dia para eliminação do ácido úrico.

Sexto dia: Manter a sopa nas duas primeiras refeições. É liberado o consumo neste sexto dia de até três bifes ou um ovo, além de legumes cozidos (menos batata). A dieta da sopa indica neste penúltimo dia de dieta a ingestão de água, chá, café e sucos sem açúcar.

Sétimo dia: Ingerir a sopa nas duas principais refeições do dia (almoço e jantar). Neste último dia da Dieta da Sopa o usuário pode consumir legumes e também arroz integral. É indicado que se mantenha bebendo chá, água e sucos sem açúcar.

Por que esperam resultados satisfatórios?

A Dieta da Sopa promete emagrecer até sete quilos em uma semana, ou seja, uma média de perda de um quilo por dia. De fato, ela pode emagrecer, devido a restrição calórica. Entretanto, sua saúde pode ser diretamente afetada e suas pretensões de permanecer magra frustradas.

Nossa alimentação também funciona como um princípio matemático: ou seja, se você faz essa redução calórica de forma agressiva, ao encerrar a dieta no sétimo dia (a própria dieta aponta que não deve ser ultrapassado este período), seu peso não irá se manter. Como não existe uma manutenção, foi apenas uma dieta para perder peso abruptamente, você só tem duas opções: ou continuar, ou encerrar a dieta e adquirir rapidamente todo o peso de novo, pois você, de fato, não terá passado por nenhuma reeducação alimentar e, portanto, não estará preparada para se manter naquele peso sem a Dieta. Nem saberá como! E isso não é tudo!

Observe…

Malefícios da Dieta da Sopa

Carência de energia e fraqueza, perda de massa muscular: O que podemos entender como carência energética? Simples: a gente perde peso rápido, e o que primeiro se perde e líquidos e com baixo aporte protéico perde também a massa muscular. E sabe como você vai identificar que algo de errado está acontecendo? Logo no segundo ou terceiro dia, quando começar a sentir uma sensação de fraqueza devido ao corte agressivo de calorias.

E prepare-se, pois, possivelmente, ela virá acompanhada de tonturas e dores de cabeça. E quer um conselho: procure não falar com ninguém quando acordar, pois seu humor pode mudar também. Associado a isso, como a base da deita não utiliza fontes alimentares de proteína é comum observar que as pessoas que aderem esse protocolo perderem massa muscular e não gordura, o que leva diminuição do metabolismo e favorece a entrada do efeito platô do corpo, com dificuldade posterior de mais perda de peso.

Contra os aprendizados básicos na nutrição

A Dieta da Sopa compromete a sua saúde quando corta radicalmente do nosso cardápio a ingestão de ferro e outros nutrientes, tão vitais para o desempenho do nosso organismo. O problema é tão sério, que algumas empresas de olho na audiência da Dieta da Sopa começaram a colocar sopas industrializadas nas prateleiras dos supermercados, aumentando ainda mais o risco do desenvolvimento de doenças, em face dos aditivos químicos e conservantes e muito sódio.

Poucos alimentos para manter nosso corpo saudável

Como você pôde perceber, os alimentos são poucos e portanto trata-se de uma dieta altamente restritiva. Isso significa que você vai enjoar rápido também desta forma de alimentação, ou seja, depois de um tempo você sentirá a sensação de que não está ficando mais satisfeito após ingerir a sopa.

Por fim…

Podemos perceber que os malefícios que podem ser ocasionados pela Dieta da Sopa é infinitamente maior do que qualquer benefício, apontado apenas pela perda abrupta e instável de peso, que não se manterá. Por isso, o corte de calorias com acompanhamento de um nutricionista sempre será a forma mais saudável para perdermos peso.

Você sabia que para perder peso você não precisa ser inimiga dos alimentos, muito menos passar por muito sofrimento. Isso porque quando emagrecemos de forma saudável, com ajuda de um nutricionista, nenhuma dieta exigirá que você mude radicalmente e de forma penosa a sua alimentação e rotina. Você continuará com sua vida normal, familiarizada com os alimentos que se compra e consome, com uma grande diferença: passará se alimentar da forma correta e nos horários corretos e adaptada a sua rotina. Lembre-se: se fazemos algo de bom para nossa saúde, a primeira consequência que ocorre é nos sentirmos com uma saúde melhor, não o contrário.

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Dieta Dukan: o que é, como fazer e os riscos para a saúde

É crescente, cada vez mais, o pensamento de que a queda radical de carboidratos e a ingestão exclusiva de proteínas é a melhor opção para perder peso e entrar nos quilinhos desejados no tempo programado.

O que é Dieta Dukan?

Este tipo de dieta ganhou força e radicalismo há uma década, ao ser criada pelo francês Pierre Dukan. Conhecida por Dieta Dukan, a “estratégia” consiste na retirada dos carboidratos do cardápio e a ingestão de proteínas durante um processo dividido em quatro fases.

Na verdade, é uma releitura de outra também famosa dieta do Dr Atkins, que surgiu entre as décadas de 70 e 80. Entretanto, o mais importante é descobrir, além das quatro fases da Dieta Dukan, outras três fases deste processo: os “benefícios”, os riscos e os efeitos colaterais desta transformação em nosso corpo. Vamos lá!

Quatro fases da Dieta Dukan

Fase de Ataque…

A Dieta Dukan é devidida em quatro estágios. A primeira semana, conhecida como Fase de Ataque é a mais radical: pede que seja consumido apenas alimentos proteicos. A quantidade de carnes magras a serem consumidas é livre. Dukan fornece em seu manual uma lista de 72 fontes de proteínas, como ovos, carnes de vaca e magras, aves sem pele, queijos magros, soja, iogurtes, leite desnatado e frutos do mar. A excessão do consumo de proteínas fica apenas por conta de 1 colher e meia de farelo de aveia com um litro e meio de água por dia. Busca-se perder nessa primeira fase – que pode durar até 10 dias – pelo menos entre dois e cinco quilos.

Fase de Cruzeiro…

A segunda fase da Dieta Dukan inicia-se após sete dias de ingestão exclusiva de alimentos proteicos. Nesta segunda fase – conhecida como Fase Cruzeiro – verduras e legumes podem ser adicionadas em alguns dias, variando o cardápio entre proteína, e proteína com alguns vegetais quase zerados de carboidratos que são permitidos. De acordo com a dieta, esse estágio deve permanecer até que o adepto da dieta atinja o peso desejado. Entretanto, apenas alguns legumes e vegetais folhosos são aceitos. Entre eles, abobrinha, alho-poró, espinafre e escarola, rabanete, tomate, palmito, aipo, acelga, pepino, beringela, cogumelos, além do consumo mínimo de 1,5 litros de água ao dia.

Fase de Consolidação…

A Dieta de Dukan atribuiu a essa fase a inserção de mais alguns alimentos a fim de “evitar o ganho de peso novamente”. É sabido que, em qualquer dieta que a perda de peso seja agressiva, no geral, a volta do peso decorre de forma rápida. Nesta fase, entra no cardápio uma porção de frutas, pão integral, queijo e duas porções por semana de cereais. Segundo a Dieta Dukan, ela deve durar 10 dias para cada quilo de peso perdida.

Fase de Estabilização Permanente…

A Dieta de Dukan atribui a este estágio o sucesso do novo peso alcançado, ou seja, é a fase de “estabilização”, pela qual são considerados três princípios: a repetição da fase de ataque uma vez por semana, o consumo de três colheres de aveia por dia e a prática de atividades físicas.

Há benefícios da Dieta Dukan?

Quem acha que a Dieta Dukan e seus efeitos é a solução ou a possibilidade para perder peso em curto espaço de tempo, fundamenta o racíocínio apontando que os alimentos proteicos possuem uma capacidade digestiva mais lenta, e que, por isso, causam a sensação de saciedade com maior facilidade. Outra afirmativa é que não existem limitações em relação à quantidade dos alimentos que podem ser consumidos, respeitando-se, para tanto, a restrição acerca dos que não fazem parte da dieta.

Mas o que prometem essas “milagrosas dietas” como a Dieta de Dukan? O mesmo que todas as outras: “milagrosa perda de peso sem o mínimo esforço”. Realmente, o maior benefício para os adeptos é a perda de peso em curto prazo. E todo o problema começa aí. Sabe porquê? Por um único motivo: a redução de peso neste curto espaço de tempo não significará em perda de gordura, mas geralmente perda da própria massa muscular, desencadeando outras centenas de reações no corpo. Vamos analisar como e quais!

Riscos da Dieta Dukan

Transformações inesperadas…

Normalmente, escutamos dizer a um paciente que relata quadros de tonturas, desmaios e fraquezas que a pessoa está sem energia. Pois é, na nutrição, energia tem nome: carboidratos, pode ser o complexos, mas isso mesmo! Eles funcionam como a maior fonte de energia para o nosso organismo. Numa parada repentina do consumo de carboidratos, o nosso organismo não descansará até tentar convencer a gordura corporal a desempenhar o papel de energia, o que irá trazer uma série de transformações desastrosas e prejudiciais à células do nosso corpo.

Mais gorduras…

A Dieta Dukan demanda desde a primeira fase a ingestão de alimentos proteicos como os de origem animal, que apresenta maior teor de gordura saturada, esta pode contribuir para o aumento do colesterol, que pode desencadear problemas como entupimento de vasos, risco de infarto e aterosclerose.

Sobrepeso nos rins e estômago…

Os nossos rins são responsáveis por eliminar a amina, uma substância contida nos aminoácidos que fazem parte das proteínas. Desta forma, o aumento da quantidade de proteína no organismo termina promovendo um aumento de amina que deve ser eliminado pelos rins, que podem passar a funcionar sobrecarregados, já que a única finte alimenta na primeira fase e vinda e proteína sem limite de quantidades.

Por priorizar alimentos proteicos e, portanto, mais difícies de serem digeridos, os adeptos da Dieta Dukan costumam relatar dores abdominais logo após as primeira semanas da dieta. Isso está relacionado ao processo de digestão mais demorado das proteínas, principalmente de carne de boi, que é liberada na primeira fase sem restrição de quantidade.

No dia-a-dia da Dieta Dukan

Você já deve ter escutado falar no termo “dietas restritivas da moda” que visam emagrecimento rápido e resultados milagrosos. Como o próprio nome já diz, estes tipos de dieta são aquelas que alteram radicalmente a sua rotina, e não levam em consideração o seu hábito, o aprender a comer e o prazer em se alimentar, visam somente retirar alimentos da alimentação que logo ocorrerá a perda de peso. E de todas as maiores restrições acerca desta dieta, a mais importante é a exclusão dos carboidratos. Isso porque quando você corta radicalmente do seu organismo a sua maior fonte de energia, ocorre a perda de peso rápida para maioria das pessoas, mas não se leva em consideração se irá manter massa muscular, se a pessoa sabe comer bem e se faz atividade física.

Devemos levantar sempre esta dúvida em cima de cada dieta da moda, pois, vem sendo feitas sem ao menos a consulta de qualquer profissional. A pessoa apenas lê as orientações e segue sem a menor orientação e acompanhamento, o que muitas vezes ocorre prejuízos nutricionais e o pior reganho do peso quando não consegue mais manter a “dieta”.

Existem estudos científicos sobre a Dieta Dukan?!

Após chamar atenção da academia por ganhar bastante espaço e adeptos nos últimos anos, a Dieta de Dukan passou a ganhar ainda mais atenção depois de ser utilizada assumidamente por celebridades. Diversas associações e sociedades médicas e de nutrição passaram a avaliar validade da dieta para a população, porém poucos estudos são encontrados para afirmar que esse modelo de “dieta” é benéfico.

Um estudo de 2015, realizado na Polónia, por Wyka J., avaliou o consumo da dieta das mulheres que adotam a dieta de Dukan, incluindo ingestão de proteínas, gorduras, carboidratos e vitaminas e minerais e verificaram que a adoção desta dieta a longo prazo pode representar ameaças para a saúde através da aquisição de doença renal e hepática, osteoporose e doenças cardiovasculares.

Portanto, muita atenção nas dietas da moda já que a maioria não tem valida cientifica para afirmar que não iram causar prejuízos a saúde.

Minha amiga emagreceu com a Dieta Dukan…

Quem nunca escutou que alguém perdeu consideráveis quilinhos em curto espaço de tempo com a Dieta Dukan? E é justamente por isso que ela se popularizou tanto nos últimos anos. Basta uma pequena pesquisa para você notar que a principal atração desta dieta é a repentina perda de peso.

Desta forma, podemos iniciar essa nova etapa de diálogo entendendo, de imediato, que para a comunidade científica isso não é bom, ou seja, não pode fazer bem ao corpo perder, radicalmente, 10 quilos em duas semanas. Isso pode não ser um bom sinal para a sua saúde.

Durante qualquer dieta que busque uma perda rápida de peso, é necessário que você consuma menos calorias do que gasta no seu dia-a-dia. Por isso, basta apenas fazermos contas para emagrecer ou engordar: se gastamos, por exemplo, 2.000 calorias por dia e ingerimos apenas 1.500, iremos emagrecer. E se gastamos 2.000 calorias por dia e ingerimos 2.500, iremos engordar. Como a Dieta Dukan realmente restringe radicalmente o consumo de calorias presentes no carboidrato, irá causar perda de peso. Desta forma, a comunidade científica não nega a perda de peso, mas aponta que não se trata numa maneira correta de perder peso e nem te manutenção, já que o retorno ao consumo de alimentos de diferentes fontes de energia pode ocorrer o reganho de peso principalmente se não for de uma forma orientada e organizada, o que pode acarretar consequências irreparáveis em nossa saúde e organismo.

A melhor mudança é a de hábito…

Se você me perguntar se a Dieta Dukan irá lhe fazer uma pessoa mais saudável, eu responderei que não! Ela é uma dieta restritiva, e por isso diferente das que mudam hábitos alimentares associada com atividade física, olhar diferente para os alimentos e equilíbrio entre corpo e mente.

A restrição total de carboidratos…

A restrição total de carboidratos pode acarretar diversos problemas e efeitos colaterais rápidos como náuseas, mal estar, mau hálito, dor de cabeça, boca seca, dor de cabeça e fraqueza no corpo, falta de concentração, alteração de humor entre outras. Com baixa de carboidratos geralmente ocorre também a deficiência de fibras, que acarreta alterações intestinais, além de provocar alteração da flora bacteriana. No estômago o excesso de proteínas também pode causar irritações, aumento da secreção acida com má digestão, refluxo e azia (pirose).

A longo prazo pode ocorre aumento de ácido úrico, mais risco de desenvolvimento de gota, além de elevação do nível de colesterol, aumento do trabalho renal. A redução de massa óssea também é apontada nos últimos anos como possível consequência da dieta, ou seja, osteoporose a longo prazo. A fadiga em razão da falta de energia, gripes, deficiências vitamínicas, como também quadros de ansiedade e insônia.

Efeito sanfona…

É comum que os adeptos da Dieta Dukan apresentem o famoso “efeito sanfona”, ocasionada pela alteração radical provocado ora pela perda de peso, ora pelo ganho de peso de forma cíclica. E convenhamos: essa é a pior e mais feia forma de emagrecer, pois estará associada diretamente com sua perda de saúde também. Numa época em que descobrimos cada vez mais a incidência de câncer e problemas cardiovasculares, a Dieta Dukan pode representar um retrocesso acerca da melhor forma de cultivar um bom hábito alimentar.

Avaliação final…

A Dieta Dukan representa uma dieta da moda, onde na grande maioria ocorre o efeito sanfona ocasionado junto a outras problemas pela restrição radical de carboidratos curto prazo e longo prazo, causando graves efeitos colaterais. O fato da dieta usar a fase mais radical – a primeira fase – pelo menos uma vez na semana pelo resto da vida é o melhor demonstrativo de que a dieta não o ajudará a perder peso de forma contínua e persistente e de modificar hábitos e de ter uma relação “amigável” com os alimentos e sim de “briga”continua.

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Glicose alta? Saiba como reduzir o açúcar

O excesso de açúcares é péssimo para saúde das suas células do corpo e para saúde dos seus órgãos. Pães, biscoitos, produtos industrializados, massas, bolos, balas e doces são carboidratos que se transformam em açúcar, e quando consumidos além de nossas necessidades são armazenados sob a forma de gordura em depósitos espalhados pelo corpo.

Não preciso dizer no que isso resulta, não é mesmo? Vou dar um exemplo: gordura abdominal! Basta, não é mesmo? Então vamos conhecer primeiro como esses carboidratos são conhecidos para, em seguida, começarmos a mudar definitivamente a nossa alimentação para melhor!

Carboidratos simples

São facilmente absorvidos pelo nosso organismo e se apresentam sob a forma de glicose, frutose, que é o açúcar natural da fruta, sacarose, que é o nosso açúcar da cana, maltose, que é o açúcar do malte, e lactose, que é o açúcar natural do leite.

O excesso de açúcar ingerido pode, com o tempo, esgotar a capacidade do pâncreas em fabricar insulina, o hormônio responsável colocar glicose do sangue para dentro das células, para fornecer a energia necessária para o funcionamento do corpo. Pessoas acima do peso, hipertensos e aquelas que têm histórico familiar de diabetes devem diminuir a ingestão de doces e massas, como forma de evitar inúmeras complicações decorrentes do excesso de açúcar no sangue, que silenciosamente diminui a qualidade da vida e encurta a sua duração.

Carboidratos complexos

São mais lentamente absorvidos pelo organismo e, com isto, estimulam o pâncreas à fabricação de insulina de uma forma menos intensa, menos imediata e mais equilibrada. Entre eles, os cereais integrais, como aveia, linhaça, chia, trigo integral, pão integral, arroz integral, quinoa, aipim, inhame, feijões de todos os tipos, lentilha. O hábito de priorizar o consumo de carboidratos complexos ajuda a preservar a função do pâncreas e evita a resistência à insulina, que é um quadro que pode levar à diabetes.

A resistência à insulina acontece quando nosso corpo não consegue usar com eficiência a insulina que fabrica. Como o próprio nome diz, resistência à insulina é uma condição em que os tecidos se tornam menos responsivos à ação deste hormônio. Para compensar, o pâncreas passa a produzir maiores quantidades de insulina na tentativa de preservar a entrada da glicose na célula. Dentro deste desequilíbrio, o excesso de insulina ajuda a manter a taxa de glicose no sangue dentro de uma faixa normal, porém, com passar do tempo se esse quadro não se modificar junto com excesso de peso, falta de atividade física e má alimentação ocorre aumento da glicose no sangue também e o diagnóstico de diabetes tipo 2.

Não precisamos dizer que a resistência à insulina provoca maior acúmulo de gordura nas artérias, baixo nível do colesterol bom, aumento dos triglicerídios e aumento da gordura abdominal. A gordura depositada em torno do abdome e da cintura é também sinal de maior depósito de gordura em órgãos como o fígado e o coração, e maior risco de doenças cardiovasculares, como hipertensão arterial, infarto, acidente vascular cerebral e trombose.

Como faço pra solucionar este problema?

Pode-se reduzir à resistência a insulina com condutas simples, como a de priorizar carboidratos complexos em vez de simples, manter-se em uma faixa ideal de peso além dos exercícios. Isso porque a obesidade alimenta o processo que leva à resistência à insulina.

Alto índice glicêmico

Glicose, maltose, mel, açúcares, doces açucarados, farinha de trigo refinada, pão branco, tapioca, biscoitos, xarope de glicose (presente no açaí como xarope de guaraná), melancia, sorvete, bolos, refrigerantes.

Médio a Baixo índice glicêmico

Aveia, feijão, lentilha, ervilha, arroz integral, cereais integrais, vegetais folhosos, cenoura crua, coco, abacate, maçã com casca, pera com casca, pêssego, uva, ameixa, kiwi, morango, damasco.

Lembrando que o índice glicêmico é influenciado pela presença de outros nutrientes na refeição, misturando ingredientes, e estão presentes em alimentos como gordura, fibra e proteína. Você pode, por exemplo, associar uma fruta com cereal integral como aveia.

O que mais eu devo saber?

Açúcar, leite condensado, doces, pudins, caldas açucaradas e farinha refinada são exemplos de alimentos de alto índice glicêmico que colaboram para o surgimento da resistência à insulina, obesidade e diabetes. Já os alimentos cozidos ou sob formas de papas e sucos coados têm seu processo digestivo facilitado e com isso também transformam-se em glicose mais rapidamente, e assim tem índice glicêmico mais elevado. Por último, os carboidratos crus e ricos em fibras são mais lentamente absorvidos e possuem um índice glicêmico menor do que se estivessem processados sob a forma de sopas ou sucos.

DICAS

Uma alimentação focada mais na ingestão de carboidratos de baixo índice glicêmico, entre eles pão integral, arroz integral, feijões e hortaliças, diminuem a sensação de fome. Esses alimentos induzem à saciedade por serem ricos em fibras que retardam o tempo da absorção da glicose, e poupam a função das células produtoras de insulina. Por isso, dietas que preconizam carboidratos de baixo índice glicêmico reduzem o colesterol, o triglicerídeos e a resistência à insulina.

E não esqueça, pois é sempre bom lembrar: excessos de carboidratos, especialmente o açúcar, elevam os triglicerídeos. Repito bastante pois são eles que se depositam como gordura no seu corpo. E fique calma: a redução do doce na alimentação do dia-a-dia pode ser feita de uma forma gradual, mudando hábitos.

Mas eu sou viciada em açúcar, e agora?

Você deve começar evitando sobremesa mais doces como doce de leite, doces em caldas, pudins e tortas, deixando-as para ocasiões especiais. Procure substituir por doces um pouco mais azedos, amargos como exemplo utilizar damasco ou chocolate com teor de cacau acima de 70%, isso leva as suas papilas gustativas a diminui a necessidade de consumir açúcar e quebra o vicio.

Deixe também de adicionar açúcar nos sucos de frutas, nos chás e café até mesmo o adoçante, todos os todos fazem estimulo ao corpo de querer sempre mais açúcar, e fazem com que o sabor natural do alimento se perca, como o azedo do limão e maracujá, o amargo do café. Esses sabores são importantes para o corpo diminuir o “vicio”pelo sabor doce. A diminuição da ingestão de açúcar, em poucos dias, faz com que o corpo sinta menos falta do doce.

DICA

Para retirar acúcar e adoçante do café e dos chás adicione canela em pó ou em galho, pode ser até adicionada no pó do café na hora do preparo. Ela quebra um pouco o sabor mais amargo e facilita no início o processo de desmame, além de deixar uma aroma maravilhoso.

Portanto, lembre-se quanto mais ter sabor azedo, amargo e do próprio alimento in natura na sua refeição mas fácil será a retirada do sabor doce e com isso você consegue diminuir o açúcar. No início e um pouco estranho mas tudo é questão de hábito e costume.

Experimente hoje não adicionar açúcar nem adoçante!

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Exagerou no Ano Novo? Dicas essenciais para voltar à dieta

O final do ano, apesar de ser uma época repleta de alegrias e surpresas com as festas natalinas e de Réveillon, acaba se tornando um problema para de muita gente.

Além das festas e confraternizações, a gente acaba saindo um pouco da rotina em razão dos feriados, da praia, da diminuição dos exercícios e atividades físicas, e, inevitavelmente, acabamos percebendo que ganhamos uns quilinhos a mais ou até mesmo colocando o ano todo a perder, já que é um estopim para voltar se alimentar de forma não saudável. Tender, chester, rabanadas, salpicão, bebidas alcoólicas, refrigerantes, doces, comidas gordurosas, eu sei, eu sei…

Agora não adianta chorar “o leite derramado”. O que será determinante para você começar o ano de forma saudável é voltar a rotina e utilizar novamente os alimentos bons para o corpo. E quer uma dica valiosa? O pontapé inicial será a prioridade que você dará para comer os alimentos que irão auxiliar o seu organismo a colocar para fora, o quanto antes, os excessos consumidos e também proteger seu organismo destas toxinas.

E não estamos falando dessas dietas que fazem mal prometendo milagres a partir do consumo único de líquidos ou apenas proteínas, sem o menor equilíbrio nutricional. Iremos ensinar você a reinserir a boa alimentação no seu dia-a-dia de forma segura e responsável.

Vamos lá!

Alimentos que ajudam o corpo no processo de detoxificação

A destoxificação é qualquer processo realizado no organismo que tenha como objetivo a eliminação ou redução da atividade de xenobióticos (substâncias químicas ou moléculas estranhas ao organismo, originada pelo próprio organismo, ou pela exposição a fatores externos, como poluição, toxinas ambientais, corantes, conservantes, agrotóxicos, migrantes de embalagem, medicamentos, produtos químicos domésticos, etc) que é realizada naturalmente pelo nosso corpo. Porém, alguns alimentos auxiliam nesse processo e potencializam essa eliminação, além de favorecer o retorno ao funcionamento adequado do corpo.

As verduras, vegetais e a alguns legumes são importantíssimos neste processo para eliminar os excessos alimentares do nosso organismo. Alimentos como a rúcula, acelga, agrião, espinafre e couve, auxiliam o corpo a expelir, colocar para fora, as toxinas indesejadas, principalmente aquelas concentradas no fígado pelo excesso de comidas gordurosas e bebidas alcoólicas.

Já citamos em outros artigos, por exemplo, que os brócolis, a couve e o repolho conseguem, até mesmo, neutralizar toxinas presentes nas fumaças do cigarro, auxiliando nosso corpo a produzir mais enzimas importantes para todo esse processo de desintoxicação. Alimentos que contenham betacaroteno também são importantes para limpar o corpo das toxinas pesadas. Aqui, a cenoura é bem indicada.

Para garantir uma boa desintoxicação das festas de final de ano, precisamos ingerir também alimentos carregados com antioxidantes e, de preferência, aqueles que contenham enxofre, que é ótimo para agir contra diversas toxinas que circulam pelo nosso organismo. O nabo, por exemplo, é ótimo nesses casos por conter enxofre e outros antioxidantes. O alimento também apresenta glicosinolatos, um fitonutriente capaz de movimentar as enzimas de desintoxicação do nosso corpo.

Você também precisa considerar a beterraba, ótima aliada nesse processo. Isso porque ela possui boa concentração de zinco, cálcio, magnésio e ferro, além de ser rica em vitaminas C e betacaroteno, além das vitaminas B3 e B6.

Os alimentos mais fáceis de serem encontrados no mercado e com maior poder para eliminar as toxinas são a maçã, a cebola e o brócolis. A cebola, por exemplo, ainda irá contribuir para reforçar e proteger o sistema imunológico intestinal, assim como os cereais, o alho, o alho poró, o mel e as frutas, que veremos melhor logo à frente.

Os nutrientes chaves para que ocorra de forma adequada esse processo são: Vitaminas: B1, B2, B3, B12, ácido fólico, C, fosfatidilcolina, carotenoides, A, E e coenzima Q10; Minerais: Magnésio, Molibdênio, selênio, cobre, zinco, manganês, fósforo e enxofre; Flavonoides, compostos polifenoicos, BCAA, serina, metionina, taurina, glutamina, glutationa, cisteína e glicina e os fitoquímicos presente nas brássicas (couve, couve-de-bruxelas, repolho, brócolis, rabanete, rúcula), alho, limão, tomate, melancia, goiaba, alecrim, tomilho, café, cereja, erva mate.

Beba muita água!

Outra boa dica para eliminar os excessos é priorizar alimentos que contenham bastante água. A boa hidratação será determinante para que você acelere esse processo. Neste caso, alimentos como o pepino, por exemplo, que apresenta até cerca de 95% de água, irão ser bons companheiros para vencer essas toxinas e alcalinizar o organismo novamente.

Quantas vezes você acordou com aquela ressaca e só pensou em uma coisa: água! A água deve ser uma das prioridades da sua vida se você busca um processo farto de desintoxicação após ter abusado nesta virada do ano. A água é uma das principais aliadas do nosso corpo na hora de hidratar e eliminar as toxinas do organismo.

O correto é bebermos água durante as festas e após pelo menos, 2 litros de água por dia. Experimente fazer um bom suco de maçã com gengibre e hortelã e sentirá, em poucos minutos, os efeitos benéficos. Se você gosta de chá, aproveite essa época do ano para consumi-los, eles possui nutrientes antioxidantes e fitoquímicos que ajudam as enzimas a transformar toxinas em moléculas menos tóxicas e descartáveis.

DICA

Os alimentos como verduras e frutas amarelas ou alaranjadas, como cenouras, frutas cítricas ou damasco, combatem os radicais livres e ajudam a reforçar as defesas antioxidantes das células.

Frutas são essenciais

Assim como o pepino, frutas são fartas de água, o que é determinante para “enxugar” as toxinas do corpo. Estão repletas de antioxidantes, nutrientes, fibras e vitaminas que serão importantes também para repor as energias. São ótimas para digestão de um organismo já sobrecarregado.

As frutas cítricas e vermelhas dispõem de boa capacidade antioxidante. Os alimentos cítricos são indicados porque substâncias cítricas ajudam o corpo a liberar mais as toxinas e também favorecem o processo de digestão, aumentando a capacidade das enzimas em nosso sistema digestivo. Então, agora que você sabe disso, por que não preparar aquela limonada para a próxima refeição? O suco do limão é ótimo amigo do fígado durante o processo de limpeza e digestivo.

O que evitar após a fartura das festas de fim de ano

Preste muita atenção no consumo de sal nesta fase; quando consumido, ele irá dificultar a eliminação das toxinas, ou você nunca escutou dizer que o sal “retém líquidos?” Note que, nesta fase, precisamos eliminar, e não guardar ou armazenar. Auxilie uma melhor digestão mastigando bastante os alimentos.

Volte a rotina de atividade física

Devido todos os eventos e viagens muitas pessoas param de realizar atividade física e ela é essencial para manter o corpo em equilíbrio, principalmente após as festas, já que ajuda a manter o metabolismo funcionando, evita que o “excesso” consumido de acumule. Se parou durante esse período o principal é não desanimar e voltar a se mexer. Comece o ano buscando novas atividades físicas, isso também ajuda animar e retornar a rotina.

Por fim, não se esqueça que mesmo que tenha abusado durante o final de ano, o importante é retornar e não desanimar, e use os ingredientes chaves para que máquina do corpo volte a funcionar adequadamente. Feliz Ano Novo!

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Suplementos na gravidez? Veja como agem os suplementos alimentares na gestação

Durante a gravidez, os nutrientes consumidos pela mulher devem ser acompanhados de perto, pois quem já é mamãe sabe: a gravidez mexe tanto com o corpo que, consequentemente, toda essa transformação no organismo vai exigir uma atenção mais especial em relação a nossa alimentação.

As vitaminas e minerais vão ser importantes aliados para uma gravidez saudável, tanto para a criança quanto para a mãe. São tantas alterações no metabolismo durante a gestação, que o desequilíbrio das vitaminas e minerais poderá, até mesmo, colocar em risco a sua gravidez ou desencadear doenças que irão te acompanhar para o resto da vida, como o hipotiroidismo e diabetes, por exemplo, como também pode gerar carências para o bebê.

O que muda na gravidez

Entre as mudanças ocasionadas durante a gravidez, verificamos o excesso de apetite. Em contrapartida, o intestino vai precisar de mais tempo para processar os alimentos, além do seu suco gástrico (que atua para digestão dos alimentos no estômago) ficar reduzido. Aí, soma-se a tudo isso o seu ritmo de vida, ou você esqueceu que só irá tirar sua licença maternidade no final da gestação?

Com pouco tempo, ou com horários que não são ideais para comer – mesmo que você pense que está adotando um cardápio ideal – se você não estiver monitorando isso de perto ficará carente de muitos nutrientes que, geralmente, seu corpo terá dificuldade para suprir. Aposto que você já escutou falar, por exemplo, do ácido fólico, correto? Pois é, é o mais emblemático, mas outros também vão desempenhar um papel fundamental não só para sua boa gestação, mas para a vida do seu filho após o nascimento. Vamos ver!

Como prevenir doenças na gravidez

Cada vez mais, os estudos mostram os benefícios dos suplementos adequados durante a gestantes como forma de suprir a carência de algumas vitaminas e mineras e também como prevenção, mas o uso deles não se exclui a alimentação saudável e equilibrada durante a gestação, que é essencial para controle de peso e prevenção das doenças durante e após gestação.

Afinal, você e seu organismo estão mantendo vivo, dentro da sua barriga, o seu bebê provendo abrigo, nutrientes, água e oxigênio. Isso, com certeza, iria exigir mais do seu corpo do que em condições normais, fora de uma gestação. Vamos descobrir agora quais são os nutrientes muito importantes para uma boa gravidez!

Ácido Fólico

Mais conhecido pelas pessoas, o ácido fólico, conhecido como a Vitamina B9, ajuda a formar o tubo neural, ou seja, o cérebro e a coluna espinhal do bebê. O seu consumo já é indicado antes de iniciar a gestação, de 3 a 6 meses antes de engravidar e deve ser mantido durante o primeiro trimestre da gestação.

Nos alimentos naturais, este componente nutricional é verificado nas folhas verdes, no feijão e nas lentilhas, além de presente na couve-flor, beterraba, carnes e cereal integral.

Ômega-3

Quando consumido de forma adequada na gestação, o ômega-3 ajuda o bebê a ter um melhor desenvolvimento mental, cognitivo e psicomotor. Além disso, exercerá uma influência positiva na visão do bebê, e também em seu desempenho cerebral contra patologias neurológicas.

Já para a mamãe, esse nutriente vai propiciar mais calma durante a gravidez, reduzindo assim o estresse e, consequentemente, a propensão de desencadear algum tipo de depressão. Nos alimentos naturais, ele é encontrado, com maior teor, nos peixes, principalmente na sardinha.

Iodo

O iodo será importante para prevenção de alterações na tireoide. Ele age no controle dos hormônios tiroidianos T3 e T4. O nutriente também ajudará no desenvolvimento dos órgãos do feto, principalmente do cérebro embrionário.

Nos alimentos naturais pode ser encontrado no bacalhau, camarão, ameixas, feijão branco, peixes, atum, ovos cozidos e iogurtes naturais, além de outros alimentos como banana, morangos e milhos.

Ferro

A mulher, quando grávida, demanda o dobro de ferro em seus organismo em comparação ao período pré-concepcional. Ele irá ajudar a transportar oxigênio para as células do corpo e, com isso, a manter o sistema imunológico ativo e saudável. Com a ingestão correta de ferro, ele também será levado até o bebê e terá desempenho benéfico sobre a placenta.

Nos alimentos naturais ele poderá ser encontrado em carnes, fígado, frutas secas, e também no feijão e nas lentilhas. Geralmente é apontado como a principal fonte de carência durante a gestação de mulheres vegetarianas ou veganas.

Magnésio

Evita a paralisia cerebral e a pré-eclampsia decorrente do parto prematuro e diabetes gestacionais, bem como a hipertensão, câimbras nas pernas e também o rico de futuras complicações coronárias. Além de tudo isso, vai te ajudar a tolerar mais a dor na hora do parto, e também a regular sua pressão sanguínea.

Nos alimentos naturais o mineral é verificado na uva, banana e abacate, grãos, pães integrais, peixes, batata, beterraba, couve e espinafre.

Zinco

Mantém ativo o desenvolvimento saudável do cérebro e também ajuda a manter forte o sistema imunológico da mãe e do bebê. Ele ajuda no desenvolvimento cerebral e evita depressão, já que é importante para a movimentação dos nossos neurotransmissores.

Nos alimentos naturais ele é encontrado nos grãos de bico, castanhas, cogumelos, espinafre, frangos, carnes e amêndoas.

Colina

É o principal aliado contra alterações neurológicas como a perda de memória e a depressão. Age de forma considerável na formação das células e, por isso, será determinante para o processamento cerebral da criança, principalmente na área da memória e concentração, antes e depois do nascimento.

Nos alimentos naturais é encontrado em carnes bovinas, amendoim, fígado e nas gemas dos ovos.

Vitamina D

Assim como o magnésio, também auxilia na prevenção da pré-eclâmpsia e as diabetes gestacionais, e também age contra o raquitismo, nascimento prematuro, e outras alterações psiquiátricas como o autismo. Está presente nas carnes, peixes e frutos do mar, como a sardinha, o salmão, mariscos, e outros alimentos como ovo, leite, queijos, cogumelos e fígado. Mas a exposição solar é importante para produção dessa vitamina, evitando os horário de pico.

Nutrientes são importantes na gestação

Agora que você já sabe sobre a importância desses nutrientes durante a gestação, que tal começar a consumir antes de planejar uma gravidez, de forma a não entrar na gestação já deficiente de alguns deles?

E lembre-se: somente os exames sob acompanhamento de um profissional irão indicar que tipo de carência vitamínica seu organismo pode sofrer antes de você inserir algum suplemento. Aliás, assim como a escassez deles é prejudicial ao organismo, seu excesso também. Então, consulte e seja sempre monitorada pelo seu obstetra e nutricionista! Boa gravidez!

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Mitos e verdades sobre os alimentos

Todos concordamos de que certos alimentos desempenham um importante papel nas tradições familiares e, por isso, absorvemos muitas regrinhas que nos chegam por meio das famílias e dos aspectos culturais do nosso povo e região.

E é aí que você sai acreditando em tudo que houve por aí, não é mesmo?

Mas, será que o que dizem por aí sobre alguns alimentos são mitos ou possuem um fundo de verdade? Vamos ver, a seguir, algumas das dúvidas mais comuns. E o melhor, saber o que e como evitar para, mais na frente, não precisar eliminar de vez algumas receitas do seu cardápio em prol da sua saúde.

1- Açúcar mascavo tem menos caloria que o açúcar branco?!

Mito. O açúcar escuro não é que seja melhor do que o branco, refinado, mas por não passar pelo processo de refinamento se mantém alguns minerais, porém não deixa de ser um tipo de açúcar. Ambos fornecem calorias vazias, com pouquíssimo valor alimentício.

Como o açúcar e o mel,  oaçúcar mascavo também é um agente adoçante que muitas pessoas usam para mascarar o sabor amargo ou azedo dos alimentos, causando assim dependência desse sabor e repulsa pelos mais amargos e azedos, não apreciando o verdadeiro sabor de cada alimento. O açúcar branco é extraído da cana como também o mascavo, a diferença é o refinado. Uma colher de sopa de açúcar refinado e açúcar mascavo tem 95 Kcal, sendo que o mascavo tem minerais como cálcio entre outros, mas não sendo um alimento fonte de minerais e vitaminas.

A farinha de trigo, a mesma coisa; durante o refino, todo o valor nutricional do trigo desaparece, restando apenas carboidrato simples sem fibras, minerais e vitaminas. Ela pode proporcionar biscoitos macios e bolos fofos, mas sugiro que você use a farinha de trigo integral, que terá melhor valor nutritivo, e também utilize outros tipos de farinha para essas preparações como aveia, linhaça, amêndoas, arroz integral.

2- Beber moderadamente não faz mal, alivia o estresse e melhora o sono?!

Mito. O álcool no corpo pode causar excitação, alterações no metabolismo, é fonte calórica e altera o funcionamento adequado do corpo. Vicia com facilidade trata-se de um vício perigoso, além de contribuir para doenças do fígado e do coração, para a pressão alta, excesso de colesterol e aumento de peso.

É muito difícil curar o vício do álcool e, quando isso acontece, grandes prejuízos já foram causados para o fígado e o coração. Além disso, deve se ter atenção a dose utiliza e aos alimentos consumidos juntos com ele (geralmente ricos em gordura e carboidrato refinado) que favorece mais ainda o ganho de peso e alterações no metabolismo. O alívio do estresse com álcool e momentâneo já que o mesmo não trata a causa do estresse e ansiedade e também prejudica os ciclos do sono e, se consumido com frequência antes de dormir, pode causar problemas sérios como apneia e insônia crônica.

3- Chocolate é bom para da energia?

Verdade. Você também já deve ter escutado com frequência que o chocolate é bom para dar energia, correto? Então muita calma nessa hora! Caso pudéssemos comer chocolates puros, com maior teor de cacau e sem açúcares, não seria mal.

No entanto, sabemos que não é o que encontramos na maioria das lojas. O que se conhece são chocolates com grande adição de açúcar emulsionado com manteiga de cacau e gordura vegetal (ambas gorduras), isso sim não ajuda a da energia e sim atrapalha. Há chocolates misturados também com leite em pó. Há pouco valor nutritivo no chocolate: no geral, apenas açúcar refinado e gordura ruim, mas se usar um chocolate com maior teor de cacau e sem adição de açúcar refinado pode ser um boa fonte de energia quando está precisando dar um UP! na energia . Mas atenção a quantidade que deve ser individualizada e sem excessos e claro.

4- Está frito, mas está sequinho, branquinho, não faz mal…

Mito. Pela própria natureza, as frituras sempre serão sobrecarregadas de gordura. Fritar alguma coisa é usar um agente gorduroso (óleo, manteiga, banha) que alcance a temperatura que torna o alimento crocante, tão do agrado de muita gente. Infelizmente, durante qualquer processo de fritura, os alimentos absorvem não apenas grande quantidade de gordura como também a acumulam em sua superfície, tornando-se oleosos demais. Mas se você gosta muito de “frituras”, tente utilizar o alimento no forno junto com azeite ou óleo de coco, ou deixe ele dourar com a própria gordura dele no forno, e evite utilizar alimentos submersos a a gordura no dia a dia.

5- Leite de vaca é essencial para o organismo?!

Mito. Todos os mamíferos dependem do leite materno durante os primeiros tempos de vida, e os seres humanos não são diferentes. No entanto, com o passar do desenvolvimento da vida não é necessário como se dizia antigamente que precisamos manter o consumo de leite para ter fonte de cálcio na alimentação.

Sabemos que existe outras fontes de cálcio como vegetais verdes escuros, cereais integrais, sardinha e atum e etc. Os produtos lácteos e o próprio leite tendem aumentar a produção de muco no corpo, podendo está associado a doenças como renite, sinusite de repetição, alterações intestinais e até alergias.

Mas se você gosta dos laticínios e não possui nenhum sintoma associada ao consumo, vale a pena sempre fazer rodízio e evitar o consumo excessivo. Como exemplo, de manhã leite, meio da manhã iogurte e a tarde e noite queijo e leite, acaba que não se usa outras fontes de nutrientes de outros alimentos, tende usar os leite vegetais como de amêndoas, castanhas, aveia são bons substitutos do leite de vaca e já existem queijos a base desses cereais também, utilize sempre na alimentação alimentos diversificados e de diferentes fontes alimentares. E utilize frutas, vegetais, ovos, peixes e cereais integrais.

6- Comer ovo todos os dias faz mal?

Mito. Durante décadas a comunidade médica avisou às vítimas de colesterol alto e de distúrbios cardíacos sobre o perigo de comer ovos diariamente. Mas hoje já se sabe que ele é ótima fonte de proteína (barata), rico em betaína, nutriente que ajuda reduzir homocistína, componente ligado a maior risco de doenças cardiovascular. Além disso, os ovos são fontes de colina, substância que ajuda a manter a integridade das gorduras ao redor das células do sistema nervoso.

Ovos e todos os pratos que levem ovos devem ser cozidos a uma temperatura mínima de 60 graus centígrados para não oferecer nenhum risco, não use ovos crus pelo risco de contaminação. E prefira ovos caipiras ou orgânicos.

7- Comer sal é desnecessário ?!

Mito. O sal além de realçar o sabor dos alimentos ele está presente um mineral, sódio, importante para saúde de maneira em geral. Apesar do sódio existir naturalmente em muitos vegetais, cereais integrais o que é tudo que necessitamos para uma boa saúde. O problema maior que se está colocando sal e em grande quantidade em tudo, mascarando o sabor verdadeiro dos alimentos e causando os problemas de saúde.

Não há motivo para adicionar sal no prato quando o alimento já foi cozido com sal, mas a maioria das pessoas adicionam a mais e muitas vezes sem provar se está com sal ou não o alimento. O sal em excesso, principalmente vindo dos produtos industrializados, contribui para ocorrência de pressão alta e de distúrbios cardíacos, além de provocar retensão de líquidos no organismo.

8- Processar os alimentos ajuda a aproveitar melhor o valor nutricional dos alimentos?!

Mito. Em nome do progresso, alteramos, adulteramos e desvitalizamos nossos alimentos com aditivos químicos. Isso significa dizer que precisamos comer maiores porções para suprir todas as necessidades nutricionais do nosso organismo. Muitos dos processos de tecnologia visam aumentar o tempo de vida dos alimentos, porém com o processamento muitos nutrientes são perdidos e são adicionados produtos para realçar o sabor ou para manter conservados com isso se perde o beneficio daquele alimento.

Exemplo é o suco de caixinha, que de adiciona açúcar e conservantes e se perde o benefício de comer uma fruta. Prefira sempre alimento in natura e se for processar como cozinhar ou bater faça em casa e evite os industrializados, mesmo que perca um pouco de nutrientes nesse processo é ainda mais vantajoso do que usar alimentos industrializados e processados.

9 – DICA: retire o açúcar de adição das bebidas e evite adicionar sal ao prato já pronto para consumo!

Você irá descobrir, depois de dias ou semanas, sem ingerir açúcar e excesso de sal que se sente melhor; e provavelmente, depois de pouco tempo, já não sentirá falta deles. Seu organismo estará limpo e acostumado com alimentos frescos, completos. Seu paladar terá desenvolvido gosto por alimentos puros e frescos e com outros sabores mais amargos e azedos.

A seção de verduras e frutas do supermercado terá outra aparência aos seus olhos e irá surgir idéias de novos pratos quando você passar pelas gôndolas. É isto que significa viver de forma saudável e natural: vigor renovado e uma sensação de aventura culinária que se ampliará na medida que você for se sentindo melhor e demonstrando isso em sua aparência! Bom apetite!

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Nutrição na Hemodiálise: chave para um tratamento de sucesso

Os rins desempenham funções importantes para o nosso organismo, como a filtração do sangue para a eliminação dos resíduos referentes a nossa alimentação, remoção dos líquidos em excesso, produção de hormônios como a renina e eritropoietina e a ativação da vitamina D.

Quando os rins não funcionam adequadamente, substâncias como potássio, fósforo, uréia, sódio e água vão se acumulando no sangue e estas substâncias podem causar diversos problemas no nosso organismo como fraqueza nas pernas, fadiga, nauseas, coceira no corpo todo, inchaço, diminuição da urina entre outros.

A hemodiálise surge como uma opção de tratamento que permite remover algumas toxinas e o excesso de água do organismo, esse tratamento age como um “rim artificial”.

A hemodiálise deve ser aliada a uma alimentação adequada a fim de fornecer um controle de nutrientes e garantir um bom estado nutricional.

Pacientes em tratamento conservador – Antes da diálise

A fase que antecede a diálise é chamada de tratamento conservador. Pacientes com filtração glomerular > 60 ml/minuto, geralmente não necessitam de orientações específicas quanto à alimentação, mas, evidentemente uma alimentacao saudavel é indispensavel.

Os pacientes que apresentam uma taxa de filtração glomerular < 60 ml/minuto, devem fazer um acompanhamento nutricional, devido a necessidade do controle dae qualidade da ingestão proteica, com restrição parcial de alguns alimentos ricos em fósforo e potássio. Os objetivos do tratamento conservador são basicamente minimizar sintomas urêmicos, como náuseas e perda do apetite, alem de visar retardar a evolução da doença e manter um bom estado nutricional até a necessidade de iniciar o programa de diálise, se necessário.

Pacientes em Diálise

No tratamento dialítico, a ingestão de proteína é maior do que no tratamento conservador, pois a perda de proteínas no processo de diálise pode ser significativa. Sendo assim, é essencial ter uma alimentação correta para evitar a desnutrição e deficiencia nutricional. Na dialise os níveis de fósforo e potássio podem estar bem elevados e o tratamento nutricional requem muita atenção.

Durante esta fase deve-se evitar os seguintes alimentos:

  • Embutidos como salsicha, mortadela, presunto, linguiça, salame, etc
  • Miúdos como moela, fígado, coração, dobradinha, etc
  • Queijos
  • Gema de ovo
  • Oleaginosas como castanhas, amendoim, avelãs e nozes
  • Chocolates
  • Cervejas
  • Refrigerantes a base de cola
  • Frutos do mar e peixes como sardinha, atum, bacalhau e salmão
  • Enlatados em conserva, como milho, ervilha, azeitonas, picles, palmito
  • Margarina ou manteiga com sal
  • Temperos e molhos prontos
  • Sopas e alimentos de pacote

Orientações nutricionais

É muito importante verificar a informação nutricional nos rótulos alimentares, geralmente os alimentos industrializados que possuem conservantes são fontes de fósforo, alem de possuírem grandes quantidades de sódio também.

– Para o controle do potássio na dieta prepare sempre verduras e legumes cozidos, assim eliminando boa parte desse mineral dos alimentos.

– Não coma carambola ou tome o suco da fruta, pois contém uma substância tóxica para portadores de doença renal. Entre as manifestações desta toxina destacam-se vômitos, fraqueza muscular, insônia, distúrbio de consciência, agitação e ate mesmo convulsão.

– A ingestão de líquidos pode variar de acordo com a quantidade do volume urinário diario. De um modo geral, se você urina, a restrição de líquidos é 500 ml somados ao seu volume urinário em 24 horas. Se você não urina, a restrição é em torno de 500 ml ao dia. O ganho de peso hidrico entre uma diálise e outra deve ser de 3 a 5% do peso seco. Por exemplo, um paciente de 70 kg, deve ganhar entre uma diálise e outra em torno de 2,1 kg (3% do peso seco). Como regra geral, é importante não ganhar além de 2kg no intervalo entre as dialises e 3 kg aos fins de semana. O excesso de líquidos pode trazer consequências importantes, como o aumento da pressão arterial, água no pulmão e dificuldade respiratoria.

Uma alimentação correta é essencial para o sucesso no tratamento renal. É importante que o paciente seja acompanhado com um profissional da area de nutrição, sendo a dieta um grande aliado para o tratamento e qualidade de vida.

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Como ler o rótulo dos alimentos

Você sabe como ler o rótulo dos alimentos corretamente? As calorias não são a única informação que merece atenção na hora da compra dos produtos alimentares. Devemos verificar todos os componentes do produto, principalmente o teor de gordura saturada, gordura trans, fibras alimentares e sódio.

Os rótulos também indicam a melhor forma de consumir o alimento, forma de conservação, validade, entidade responsável pela qualidade e segurança daquele alimento e o destino correto da embalagem após utilização.

Vamos aos detalhes:

1. Valores Diários de Referência

Os valores de referência são a quantidade ideal de nutrientes a ser consumida de acordo com a necessidade individual. O nutricionista é o profissional indicado para o cálculo das necessidades nutricionais diárias.

Os rótulos se baseiam em uma dieta de 2.000 kcal por dia, neste caso os valores diários de referência são, por exemplo:
Carboidratos – 300 g
Proteínas – 15 g
Gorduras totais – 15 g
Gorduras saturadas – 7 g
Fibra alimentar – 3 g
Sódio – 400 mg

2. %VD (valores diários)

O %VD, presente nas tabelas nutricionais, refletem quanto a porção descrita equivale em relação ao valor total a ser consumido por dia em uma dieta de 2000 kcal.

3. Valor energético

É o total de calorias presente no produto.

4. Carboidratos

É o combustível do nosso organismo e a principal fonte de energia das células do sistema nervoso central. São encontrados em maior quantidade em arroz, massas, pães, biscoitos, açúcares.

5. Proteínas

Necessárias para a construção e manutenção dos nossos órgãos, tecidos, hormônios e células. Elas promovem o crescimento e desempenham um papel muito importante no aumento da resistência do organismo. Encontradas nas carnes, leites e derivados, ovos, e leguminosas como o feijão e a lentilha.

6. Gorduras totais

Também têm um papel importante na condução das vitaminas lipossolúveis A, D, E e K. Vale lembrar que enquanto 1 g de carboidrato contém 4 calorias, a mesma quantidade de gordura oferece 9 calorias. Se consumida em excesso, além do aumento de peso também pode causar doenças cardiovasculares.

7. Gorduras saturadas

Proveniente principalmente da gordura animal, como banha de porco, gorduras de carnes, manteiga, toucinho, laticínios, mas também está presente no óleo e derivados de coco e óleo de dendê. Em geral, esse tipo de gordura fica dura à temperatura ambiente. É importante evitar o consumo excessivo de gordura porque ela ajuda a aumentar o colesterol e favorece o aumento do peso.

8. Gorduras trans

São um tipo de gordura formado pelo processo de hidrogenação, presente principalmente em alimentos industrializados. São muito nocivas à saúde, pois aumentam o colesterol ruim (LDL) e diminuem o colesterol bom (HDL). Não existe recomendação de ingestão mínima. Alguns alimentos industrializados indicam que têm zero gordura trans, mas atenção, pois a legislação da ANVISA só exige que sejam registrados valores acima de 0,2 g por porção. Isso significa que qualquer valor abaixo deste é declarado como zero. A gordura trans está presente principalmente em biscoitos recheados, sorvetes, salgadinhos industrializados.

9. Fibra alimentar

São carboidratos que não podem ser digeridos pelo nosso organismo, As fibras são classificadas em solúveis que diminuem a absorção de glicose e colesterol pelo organismo e insolúveis que são importantes para o aumento do bolo fecal e regularização do trânsito intestinal. Fundamentais para o bom funcionamento do intestino, retardam a digestão dos alimentos e promovem uma maior sensação de saciedade.

10. Sódio

Responsável pela regulação osmótica do organismo, além de atuar da construção de estímulos nervosos e contração muscular. Seu consumo em excesso pode resultar em hipertensão arterial, doenças cardiovasculares, doenças renais e retenção de líquidos.

11. Alérgenos

Todos os rótulos devem mencionar a presença de alimentos ou de vestígios que frequentemente provoquem alergias. São exemplo de alérgenos: amendoim, leite, marisco, ovos, peixe e soja.

Para uma boa nutrição devemos seguir uma dieta balanceada contemplando proteínas, gorduras saudáveis (mono e poli-insaturadas), carboidratos, fibras solúveis e insolúveis, vitaminas e minerais. Para planejar a sua alimentação diária tenha como seu aliado o rótulo alimentar. Compare produtos, leia todos os ingredientes, procure se preocupar com o seu alimento, consequentemente a sua saúde agradecerá.

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