Prisão de ventre ou constipação, como resolver esse problema com 5 passos

Prisão de ventre ou constipação, como resolver esse problema com 5 passos

A constipação ou “prisão de ventre” ou “intestino preso” ou obstipação intestinal são as diferentes formas de nomenclatura e constitui um problema frequente na população geral de todo o mundo, acometendo ambos os sexos e todas as faixas etárias, sendo mais frequente nas mulheres, principalmente durante a gestação, devido ao aumento da progesterona que pode diminui os movimentos peristálticos.

O intestino grosso possui aproximadamente 1,5 metros, é a parte final do tubo digestivo que é responsável pelo importante processo de absorção da água e minerais, o que determina a consistência do bolo fecal e possui uma rica flora bacteriana.

 

Sintomas da prisão de ventre ou constipação

A constipação é caracterizada pela dificuldade constante ou eventual de eliminação das fezes (defecação), levando ao desconforto e outros transtornos. Trata-se de um sintoma e não de uma doença especifica. Pode, no entanto, indicar alguma manifestação de doença que necessite investigação para o diagnóstico.

Não existe uma definição única, porém em geral estão presentes um ou mais sintomas seguintes:

  • Fezes ressecadas;
  • Menos de 3 evacuações por semana;
  • Esforço para evacuar;
  • Sensação de evacuação incompleta;
  • Tempo excessivo dispensado no banheiro para evacuação;

Escala de fezes de Bristol:

Constipação ou "prisão de ventre", como resolver esse problema com 5 passos

Escala de fezes de Bristol

A constipação pode ser dividida em primária ou essencial e secundária, sendo a primeira responsável por 85% ou mais dos casos, provocada pela ingesta alimentar pobre em fibras e líquidos, associados como o sedentarismo, ansiedade, depressão, o hábito de adiar a ida ao banheiro.

Já a constipação secundária de doença sistêmica ou gastrointestinal, apresenta-se de forma aguda, devendo ser investigada através de exames complementares que podem incluir a colonoscopia, clister opaco, Manometria anorretal, Tempo de trânsito colônico, Videodefecografia e Defecorressonância.

O que causa a prisão de ventre ou constipação

Fatores relacionados a constipação primária ou essencial:

  • Baixa ingestão de água;
  • Baixa ingestão de fibras como dietas industrializadas;
  • Sedentarismo;
  • Uso de alguns medicamentos;
  • Doenças neurológicas;
  • Alterações endócrinas e metabólicas;
  • Distúrbios psiquiátricos;
  • Disbiose Intestinal.

A Disbiose intetinal é caracterizada pelo desequilíbrio da flora intestinal. O intestino humano é habitado por aproximadamente 100 trilhões de micoorganismos (microbiota intestinal), com intensa atividade metabólica, imunológica e com função de regulação do trato gastrointestinal, como motilidade.

Quando ocorre desequilíbrio das bactérias boas e ruins se caracteriza disbiose, levando a sintomas intestinais como a constipação, aumento da produção de flatos (gases) como também extra intestinais, como dores de cabeça, alteração de humor, dores no corpo e baixa do sistema imunológico.

Os sintomas mais comuns da constipação são irritação (alteração de humor), má digestão, produção excessiva de flatos (gases), estufamento (distensão abdominal) e dor abdominal.

O uso de laxantes por pessoas constipadas é bem comum, porém o uso continuo pode acarretar ao “vicio” e piorar o quadro de constipação, já que os laxantes de maneira em geral causam irritação da parede intestinal, gerando perda das células intestinais como também das bactérias que pioram o quadro.

Algumas doenças relacionadas a constipação como causas ou consequências são:

  • Pólipos intestinais;
  • Doença diverticular;
  • Câncer colorretal;
  • Hemorroida;
  • Síndrome do intestino irritável (causa e consequência);
  • Doenças Inflamatórias Intestinais;

Tratamento da prisão de ventre ou constipação

Para tratamento e prevenção da prisão de ventre é importante seguir os 5 passos a seguir:

  1. Beba água – o consumo de água deve ser de 25 a 30 ml de água/kg por dia;
  2. Realize atividade física regulamente de forma prazerosa e contínua;
  3. Consuma alimentos fontes de fibras como cereais integrais (aveia, linhaça, chia, quinua, arroz integral), frutas, vegetais crus e cozidos. O consumo de fibra deve ser de 25 a 30 gpor dia;
  4. Trate a disbiose. – Utilize bactérias benéficas para o intestino, na forma alimentos como Kefir, Kambucha ou suplementos que devem ter orientação de uma nutricionista ou médico;
  5. Utilize alimentos fonte de gordura boa que ajudam a lubrificar o intestino como azeite, abacate, coco.

Por fim, é importante criar hábito intestinal estipulando um horário (manhã, tarde ou noite) para ir ao banheiro, sente no vaso na posição correta (colocar um banco no chão em baixo dos pés em frente ao vaso sanitário), evite distrações durante a evacuação e respeite a vontade do seu intestino.

Sobre Fernanda Mululo

Nutricionista clínica pós-graduada em nutrição funcional e fitoterapia. Atua no atendimento exclusivo e individualizado a pacientes com diversas necessidades e objetivos. Desde de sua formação trabalha com mulheres portadoras de endometriose e em pré e pós operatório de cirurgias diversas. Nutricionista Staff do Hospital Universitário Pedro (HUPE/UERJ) na área materno infantil, trabalha também em parceria com clínica de estética e com equipe de gastroenterologista no tratamento de pacientes com Doença Inflamatória Intestinal. Dedica total atenção aos pacientes, permitindo a troca de experiências para o avanço no tratamento ou na mudança do estilo de vida.
CRN 11100927 www.fernandamululo.com.br

Compartilhe !